Jornal do Brasil

Sábado, 26 de Julho de 2014

Cultura

Nos 50 anos do Golpe Militar, 'Os carbonários' ganha nova edição

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Neste ano, que marca os 50 anos do Golpe Militar, Alfredo Sirkis lança uma edição de bolso com um novo prefácio e uma  reflexão sobre os 50 anos após o golpe, do livro Os Carbonários, pela Editora Record,  dia 15 de julho,  na Travessa do Leblon. Antes da sessão de autógrafos, às 19 h horas,  o autor fará uma  palestra sobre o período e debate com a participação do francês Daniel Cohn-Bendit. A partir das 20 h será realizada a sessão de autógrafos.

O livro terá também  publicado em e-book, a edição original, com novo prefácio e novas  fotos do período. 

O LIVRO

Foi longe de seu país, no fim da década de 70, que Alfredo Sirkis - um estudante do Colégio de Aplicação transformado pelas circunstâncias e convicções em guerrilheiro urbano - escreveu suas memórias. Após a anistia, seus originais foram publicados. Foi a partir dele que muitos brasileiros puderam compreender o que significou o Ato Institucional Número 5 (AI-5), as passeatas de 1968, os seqüestros dos embaixadores da Suíça e da Alemanha, a libertação de presos políticos e as ações da ditadura para aniquilar as oposições.

Considerada a melhor história dos anos de chumbo, vencedora do Prêmio Jabuti, a narrativa de Sirkis se refere a um período de 43 meses, entre outubro de 1967 e maio de 1971. Um relato sobre o movimento estudantil de 1968 e seu esmagamento pelo regime militar; como um jovem secundarista se torna um guerrilheiro urbano; o seqüestro dos embaixadores da Alemanha e da Suíça e a libertação de 110 presos políticos; as façanhas e os dilemas de Carlos Lamarca; a crise e a destruição da guerrilha. Um testemunho real, eletrizante e cheio de suspense.

DANIEL COHN-BENDIT

Daniel Cohn-Bendit é um político francês de nacionalidade alemã do partido ecologista Die Grünen, atualmente deputado europeu e co-presidente do grupo parlamentar Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia. Foi líder estudantil protagonista da massiva movimentação popular em maio de 1968 em Paris.

Daniel Cohn-Bendit nasceu na França, filho de judeus alemães refugiados na França em 1933 fugidos do Nazismo. Aos 14 anos, optou pela nacionalidade alemã porque, segundo ele, não queria se sujeitar ao serviço militar francês. Membro da Federação Anarquista, e depois do movimento "Negro e Vermelho", ele se definiu mais tarde como liberal-libertário. Em 1967, enquanto é estudante de Sociologia daUniversidade de Nanterre, começa o movimento de contestação que levará ao Movimento de 22 de Março em 1968. É colocado na "lista negra" dos estudantes da faculdade. Na seqüência da evacuação das salas pela polícia em 2 de maio, está entre os estudantes que ocupam a Sorbonne em 3 de maio. Será, junto com Alan Geismar e Jacques Sauvageot, uma das principais figuras de Maio de 68. Em 21 de maio, enquanto está em Berlim, é proibido de retornar à França. Em 28 de maio, com o cabelo tingido e óculos escuro, volta para Sorbonne, onde é aclamado. O slogan "Somos todos judeus alemães" demonstra o apoio dos jovens a quem a imprensa chama de "Dany, o vermelho".

Tags: bolso, debate, ditadura, livro, sirkis

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