Jornal do Brasil

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Cultura

Reunião com servidores da Cultura termina sem acordo, em Brasília

Jornal do BrasilGisele Motta *

A reunião desta quinta-feira (3) entre o Ministério da Cultura (Minc) e servidores terminou sem grandes avanços na negociação trabalhista. Segundo a assessoria de imprensa do Minc, o que saiu dessa reunião foi a proposta do não corte de ponto dos servidores e de uma comissão para discutir um plano de carreira. 

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Segundo Fernanda Castro, do Comando de Greve e do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal do Estado do Rio de Janeiro (Sintrasef), esses dois pontos não podem ser considerados 'negociar'. "Foi definida a revogação do corte de ponto, mas isso já era uma determinação do juiz", comenta."Eles apresentaram para gente a mesma proposta do início da greve, um plano de carreira para 2016. Já tínhamos rechaçado essa proposta e não consideramos isso como negociação. Não dá para considerar negociação sem o Ministério do Planejamento", completa. 

Ainda segundo Fernanda, que estava na reunião, o Minc prometeu enviar um ofício ao Ministério do Planejamento. A assessoria do Minc, porém, desmentiu essa informação e disse que as únicas coisas que foram oferecidas na reunião foram em relação ao corte de ponto e plano de carreira. 

Ainda segundo Fernanda, esta reunião com a presença do Planejamento seria marcada até o dia 9 de julho,quando também acontece uma plenária nacional. A categoria vai esperar até esse dia para decidir os rumos da mobilização, que parece estar nas mãos do ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele prometeu  declarar a greve legal caso não houvesse negociações reais. Sem o Ministério do Planejamento, porém, os servidores não se consideram em situação de negociação. A assessoria imprensa do Planejamento informou que o Ministério não foi convocado especificamente na decisão do STJ, que determina a negociação. A decisão, coloca como responsável por negociar a "administração pública". 

 O principal pedido dos grevistas é o cumprimento de acordos feito em 2005, 2007 e 2011, que implementam um plano de carreira. Eles também querem maior investimento na cultura e estabelecimento de uma gestão democrática, que é relativa à participação da categoria na elaboração de projetos de política publica. Os servidores também pedem a equiparação do plano de carreira com outras agências vinculadas ao Minc, como Agência Nacional de Cinema (Ancine). 

 *Do programa de estágio do JB

**Com informações da Agência Brasil

Tags: Brasília, cultura, greve, greve da cultura, minc, planejamento

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