Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

Cultura

Morre o escritor Gabriel García Márquez

Jornal do Brasil

O escritor Gabriel García Márquez, prêmio Nobel de Literatura, morreu nesta quinta-feira (17) aos 87 anos. O colombiano, que morava no México há anos, havia sido internado para tratar de uma pneumonia e de problemas urinários. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, confirmou a morte do escritor. "Mil anos de solidão e tristeza pela morte do maior colombiano de todos os tempos! Solidariedade e condolências à família", escreveu em publicação no Twitter. 

Também conhecido como "Gabo", o autor de "Cem Anos de Solidão" passou uma semana internado no começo de abril. Apesar de ter sido liberado pelos médicos para voltar para casa, seu estado de saúde permaneceu crítico nos últimos dias. Pouco antes da morte, um doutor que o visitou disse que sua condição era "delicada".

>> Dilma: personagens de García Márquez ficarão na memória de milhões

>> Gabriel Garcia Márquez: o outono de um gênio 

Nascido em 6 de março de 1927, em Arataca, na Colômbia, García Márquez é considerado um dos autores mais importantes da literatura contemporânea, o mestre do Realismo Mágico, um dos movimentos-chave da Literatura e da cultura Latino Americana. Entre suas obras mais memoráveis estão Notícia de um SequestroCrônica de uma Morte Anunciada e o aclamado Cem Anos de Solidão. Em 1982 foi premiado com o prêmio Nobel de Literatura pelo conjunto de sua obra.

Ele começou a carreira como jornalista, em 1948, na imprensa colombiana, e no final dos anos 1950 tornou-se correspondente do diário de Bogotá, El Espectador, em Roma e Paris. De 1959 a 1962 trabalhou para a agência de notícias cubana La Prensa, seguiu com atuações como roteirista e jornalista em Havana, Nova York, Barcelona e Cidade do México, onde escreveu Cem anos de Solidão.

García Márquez é considerado um dos autores mais importantes da literatura contemporânea
García Márquez é considerado um dos autores mais importantes da literatura contemporânea

Seu último livro foi Memórias de Minhas Putas Tristes, escrito em 2004. Após isso, lançou um apanhado de crônicas em Obra Jornalística 5. Em 2009 declarou que havia se aposentado e não tinha mais intenção de escrever livros. Em 2012, notícias dadas por seu irmão, Jaime García Márquez, diziam que o escritor sofria de demência e perda de memória, embora estivesse bem fisicamente.

>> Morte de Gabriel García Márquez repercute no Twitter

>> Shakira publica foto e lamenta morte de García Márquez

>> Realidade latina e realismo fantástico eram marcas de Gabriel García Márquez

Desde 1973, toda a sua obra, que conta com mais de 30 títulos, é pulicada pela Editora Record. De acordo com esta, até hoje, mais de 2 milhões e 500 mil exemplares de livros do escritor já foram vendidos no Brasil. Desde 2013, informa a editora, a obra de Gabo é reeditada com novo projeto gráfico. 

Os próximos títulos que chegarão às livrarias com nova roupagem até o fim de 2014 são: A revoada, seu romance de estreia, em que a mítica Macondo aparece pela primeira vez; O outono do patriarca - uma fabulação satírica sobre as ditaduras latinas, escrita após Cem anos de Solidão; e Olhos de cão azul - reunião de onze contos escritos entre 1947 e 1955.

Veja a bibliografia de Gabriel García Márquez:

O enterro do diabo: A revoada (La Hojarasca) (1955)

Maria dos prazeres

Relato de um náufrago

A sesta de terça-feira

Ninguém escreve ao coronel (1961)

Os funerais da mamãe grande

Má hora: o veneno da madrugada

Cem anos de solidão (1967)

A última viagem do navio fantasma

Entre amigos

A incrível e triste história de Cândida Eréndira e sua avó desalmada

Um senhor muito velho com umas asas enormes

Olhos de cão azul

O outono do Patriarca

Como contar um conto (1947-1972)

Crônica de uma morte anunciada (1981)

Textos do caribe

Cheiro de goiaba

O verão feliz da senhora 

Forbes

O Amor nos tempos do cólera (1985)

A aventura de Miguel Littín Clandestino no Chile

O general em seu labirinto

Doze contos peregrinos (1992)

Do amor e outros demônios (1994)

Notícia de um sequestro

Obra periodística 1: Textos Andinos

Obra periodística 3: Da Europa e América

Viver para contar

Memória de minhas putas tristes

Obra Jornalística 5: Crónicas, 1961-1984

* Com informações do Portal Terra e da Ansa

Tags: garcía márquez, México, morte, pneumonia, premio nobel de literatura

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.