Jornal do Brasil

Sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

Cultura

Corpo do ator Paulo Goulart será sepultado nesta sexta em SP

Ator morreu nesta quinta-feira, aos 81 anos, vítima de um câncer

Jornal do Brasil

O corpo de Paulo Goulart será sepultado nesta sexta-feira, às 14h, no Cemitério da Consolação, em São Paulo. O velório ocorre a partir das 23h30 no Theatro Municipal de São Paulo. O ator morreu nesta quinta-feira, aos 81 anos, por complicações em decorrência de um câncer. Ele estava internado desde o dia 8 de janeiro no Hospital São José, em São Paulo. 

O ator interpretou personagens marcantes no teatro, na TV e no cinema ao longo dos mais de 60 anos de carreira. Nascido em 9 de janeiro de 1933, em Ribeirão Preto, São Paulo, herdou o nome artístico do tio radialista Airton Goulart. Ingressou na carreira na rádio fundada pelo pai, na cidade de Olímpia, em São Paulo. Aos 17 anos, foi contratado pela Rádio Tupi. 

Casou-se com a também atriz Nicette Bruno, com quem teve os filhos Barbara Bruno, Beth Goulart e Paulo Goulart Filho, todos atores. O casal comemorou 60 anos do casamento, realizado em um teatro, em fevereiro deste ano. Juntos, os dois fundaram, em 1953, a companhia Teatro Íntimo Nicette Bruno (Tinb). Três anos mais tarde, Paulo mudou-se para o Rio de Janeiro para participar da montagem de "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues, ao lado de Henriette Morineau. 

>> Morre em São Paulo o ator Paulo Goulart

Em 1959, fez sua primeira novela, 'Helena', de Manoel Carlos. Em 1962, foi com a família para Curitiba, onde trabalhou na Escola de Teatro Guaíra, no Teatro de Comédia do Paraná e na TV Paraná. De volta a São Paulo, atuou na TV Excelsior, em novelas como 'As Minas de Prata' (1966), adaptação do romance de José de Alencar por Ivani Ribeiro, 'Os Fantoches' (1967) e 'O Terceiro Pecado' (1968), ambas escritas por Ivani Ribeiro.

Sua estreia na Globo foi em 1969 em 'A Cabana do Pai Tomás', adaptação de Hedy Maia do romance homônimo de Harriet Beecher Stowe. No mesmo ano, foi um dos protagonistas de 'Verão Vermelho', de Dias Gomes. Na década de 70, voltou à TV Tupi, atuando em 'Éramos Seis' (1977), adaptação do livro de Maria José Dupré por Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho, e 'Gaivotas' (1979), de Jorge Andrade. 

Em 1974, por sua atuação em Orquestra de Senhoritas, de Jean Anouilh, com direção de Luís Sérgio Person, ganhou os prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e Molière de Melhor Ator.

De volta à Globo, fez 'Plumas e Paetês' (1980), de Cassiano Gabus Mendes, no papel de Gino. De lá pra cá, foram mais de 30 personagens interpretados na emissora carioca, com destaque para Altair, de 'O Dono do Mundo' (1991), novela de Gilberto Braga; o vilão Donato, no remake de 'Mulheres de Areia', (1993); o Farina, em 'Esperança' (2002), de Benedito Ruy Barbosa; e ainda o sensível Mariano, de 'América' (2005), de Gloria Perez. Também participou das minisséries 'O Auto da Compadecida' (1999), 'Aquarela do Brasil' (2000), 'Um Só Coração' (2004), 'JK' (2006) e 'Amazônia - de Galvez a Chico Mendes' (2007).

Seus trabalhos mais recentes na TV foram em 2010, na novela 'Ti-Ti-Ti', de Maria Adelaide Amaral, como Orlando; em 2011, em 'Morde e Assopra', de Walcyr Carrasco, como Eliseu; e na minissérie 'Chico Xavier', como Saulo Guimarães.

Tags: ator, globo, morte, novelas, record

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