Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

Cultura

Marcos Sacramento faz o próximo show do 'Música no Capanema'

Espetáculos gratuitos do projeto são às 18h30, na Sala Funarte Sidney Miller, no Centro do Rio

Jornal do Brasil

O cantor Marcos Sacramento encerra a semana, na Sala Funarte Sidney Miller, no Centro do Rio, nesta sexta-feira, às 18h30, com o show que inclui músicas de sua autoria e de nomes consagrados da MPB. O espetáculo faz parte do Projeto ‘Música no Capanema’, realizado pela Funarte.

Intérprete capaz de alinhar em um mesmo roteiro composições de Noel Rosa ou Cartola com contemporâneos como os cariocas Luis Capucho e Luiz Acofra e o paulistano Paulo Padilha, Sacramento é incansável na busca por novidades para seu repertório. 

No show para o ‘Música no Capanema’, o músico inclui, entre outras, composições próprias como LabirintoTrês horas da noiteSereia na avenidaQualquer umSacada e Sem salArraial do Mundo Carnaval(parceria com Zé Paulo Becker); Dois Rios (com Tiago Torres da Silva); Baião da Penha (Guio de Moraes e David Nasser); Formosa e Deixa (Baden Powell e Vinicius de Moraes) e Cai dentro (Baden Powell e Paulo Cesar Pinheiro).  

Marcos Sacramento estreou como cantor de uma banda de pop/rock, em meados dos anos 80. Em 1986, participou de um disco do Selo Funarte cantando Custódio Mesquita e, no ano seguinte, dividiu palco com a veterana Marlene na temporada desse lançamento durante duas semanas. Em 1989, Sacramento viveu o ídolo Orlando Silva, na novela Kananga do Japão, da Rede Manchete. 

Seu primeiro trabalho solo, A Modernidade da Tradição, também editado na Europa, Estados Unidos e Japão pelo selo francês Buda Musique, teve como parceiros o violonista Maurício Carrilho e o percussionista Marcos Suzano. O álbum, considerado o melhor disco brasileiro em 1997 pela prestigiada revista francesa Le Monde de la Musique, foi relançado no Brasil em 2008 pela Biscoito Fino.

De lá para cá, Sacramento participou de outra homenagem a Custódio Mesquita e, depois, a Baden Powell e Sinhô – em shows e disco com a cantora Clara Sandroni. Em 1998, lançou o álbum Caracane com composições próprias em parceria com Paulo Biano, além de outros autores. 

Depois se seguiram Fossa Nova (2005), ao lado do pianista Carlos Fuchs; Memorável Samba (2003) – leitura especial para sambas compostos entre 1932 e 1955, com apresentações no Brasil e Europa durante três anos; e o CD Sacramentos (2006), incursão por autores clássicos como Noel Rosa, Ataulfo Alves, Cartola e Baden Powell. Em 2008, participou do projeto Interseções, cantando valsas brasileiras na Sala Cecília Meireles e, em 2009, lançou Na Cabeça, para o qual convidou Rogério Caetano, Zé Paulo Becker e Luiz Flávio Alcofra.

Os espetáculos que integram o projeto ‘Música no Capanema’, lançado pela Funarte em dezembro de 2013, são realizados sempre de quarta a sexta, às 18h30. A entrada é gratuita, com distribuição de ingressos na bilheteria, a partir das 18h. Os shows oferecem ao público o melhor da música brasileira, em diferentes estilos. Na próxima semana, estão programadas apresentações de Hamilton de Holanda (dia 26) e da Bateria da Vila Isabel (dia 27).

A cantora Kay Lyra se apresentou na quarta, 19 de fevereiro,trazendo ao palco as canções de seus dois discos – Influência do Jazz Kandagawa

Na quinta, dia 20, o grupo Zarapatéu esquentou a plateia da Sala Funarte, com a mistura de elementos da cultura regional brasileira, com ritmos como o xote, maracatu, baião, coco, afoxé, samba, e fortes pitadas da música urbana contemporânea, como o blues e o rock, em composições próprias e releituras de clássicos da música brasileira. 

Tags: Centro, funarte, Rio, sala, shows

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