Uma história louca
Fredrik Bond fala do seu filme no Festival de Berlim
Fredrik Bond, premiado diretor de comerciais e vídeos musicais apresentou ontem na 63ª edição do Festival de Berlim, The necessary death of Charlie countryman, que disputa o Urso de Ouro.
Vindo do Sundance, onde teve uma calorosa recepção, o filme segue Charlie (Shia LaBeouf) que, após a morte de câncer de sua mãe, viaja para Bucarest. Ela havia aparecido para ele numa visão e o instruiu para ir lá libertar sua mente e seu coração.

Mas, quando ele ainda está no voo, outra morte acontece. Desta vez é um passageiro que ele acabou de encontrar e agora tem a promessa de entregar a bagagem do morto para sua filha Gabi (Evan Rachel Wood), por quem Charlie se apaixona e vai acabar arriscando a vida por amor, lutando contra mafiosos romenos.
Na coletiva após a projeção, Bond falou do filme e sua motivação para realizar o projeto. Leia os principais trechos:
Por que você escolheu essa história para seu primeiro longa?
“O passo inicial foi ter lido o roteiro de Matt Drake há quatro anos. Eu me apaixonei pela loucura da história e foi difícil não fazer o filme. Eu sabia que era um desafio, é um roteiro que precisa de um longo tempo para encaixar na trama, mas foi isso justamente que me motivou”.
Você tinha outras histórias na sua mente quando começou a fazer o filme?
“Sim, alguns filmes eu amei tais como: Afters hours (Depois de horas), de Martin Scorsese (1985), Romeu e Julieta, de Baz Luhrmann (1996) e Trainspotting, de 1996, de Danny Boyle” (um filme, aliás, que tem muito deste novo trabalho de Bond).
Comparando com comerciais e vídeos musicais que você já fez, como foi a realização desse novo trabalho?
“A grande mudança é que eu fico mais tempo com os atores. Embora o filme seja muito visual, eu passo a maior parte do tempo trabalhando com eles. Eu quero que os personagens realmente brilhem, essa é a principal diferença dos trabalhos comerciais”.
Agora que você tem também uma experiência de estúdio, além da que tinha na cena independente, qual você prefere?
“Eu gosto de ambas, importante são as pessoas com quem a gente trabalha e não o sistema. Neste filme eu tive um grupo fantástico em torno de mim e os dias trabalhando no roteiro ou na filmagem foram de pura alegria”.
