Jornal do Brasil

Sexta-feira, 24 de Maio de 2013

Cultura

Crítica: "Uma família em apuros"

Jornal do BrasilBernardo Schlegel

Em meio a nomeações de Oscar e grandes estreias nacionais, chega nessa sexta feira aos cinemas a nova comédia de Billy Cristal, trazendo um ar "água com açúcar" às telas, que nas próximas semanas irão se revezar exibindo alguns dos filmes do grande prêmio do cinema. Aos que não acompanham a premiação, é uma boa opção para assistir com a família, sem ter que se render às comédias apelativas que vêm estreando nos cinemas. 

Com o "brilhante" e "inovador" título Uma família em apuros, o longa conta a história de Alice e Phil Simmons, dois pais excessivamente rigorosos (e de maneira peculiar, atenciosos) com seus três filhos. Ao surgir uma oportunidade de viajarem juntos para uma semana de férias, acabam sendo obrigados a chamar os pais da moça para cuidar das crianças enquanto estão fora.

Cena de "Uma família em apuros"
Cena de "Uma família em apuros"

Os avós, no entanto, são absolutamente ausentes da família e essa semana é a única possibilidade de (re)união para que eles provem que podem ser também "os avós favoritos". Nessa empreitada, no entanto, acabam surgindo cenas e situações engraçadas que certamente remetem à vida em família de todos os espectadores.

Entretanto, não é na trama que está o charme do filme. Aliás, muito pelo contrário: o roteiro é bem previsível e não parece preocupado em surpreender pela condução da história. A graça é mostrar de maneira contundente o contraste de gerações. E a tentativa desses avós de "correr atrás" dos hábitos modernos de vida em família. Apoiando-se na máxima popular de que os pais educam e os avós deseducam, o filme cria situações bastante engraçadas que, ao olhar mais atento, chegam até a discutir algumas linhas modernas de educação infantil.

O estilo dessa comédia já é conhecido pelo público, pois é o que os americanos vêm fazendo nos últimos 10, ou 20, ou 30 anos de produção de cinema. Não há nada de novo: uma produção que sabe compensar muito bem a fraqueza do roteiro com ótimos atores e US$ 25 milhões de orçamento.

Dessa forma, impossível não destacar que, justamente por se apoiar na competência dos atores para ser bem-sucedido, a versão dublada do longa simplesmente acaba com qualquer timing de comédia impresso por eles. Não há muito como fugir do efeito quando trata-se de dublagem, mas certamente ele é muito mais aguçado aqui, já que abafa o principal responsável pelas risadas do espectador. 

Enfim, não é uma grande obra cinematográfica, mas também não pretende ser. Pretende ser um bom programa para a família. Só isso.

Cotação: ** (Bom)

Tags: atores, billy cristal, Blockbuster, cinema, comédia

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.