Crítica: 'Cada um tem a gêmea que merece'
Se um Adam Sandler fazendo filmes fracos é ruim, imagine dois deles em um mesmo longa. A nova comédia de Dennis Dugan fez sucesso na bilheteria americana, mas não foi bem recebida pela crítica, que chegou a dizer que Sandler só se importava em pagar as suas contas, não em participar de boas produções. No Brasil, não deve acontecer diferente.
Em Cada um tem a gêmea que merece, Jack (Sandler) recebe a inesperada e nada agradável visita de sua irmã gêmea Jill (também Sandler). Inicialmente, ela passaria apenas o Dia de Ação de Graças com a família do irmão, mas, conforme os dias seguem, ela vai ficando muito mais tempo que o esperado.

Para dar uma mãozinha para a irmã irritante e encalhada, Jack e sua família resolvem ajudá-la a arranjar um namorado. Mas ninguém podia esperar que Al Pacino seria o "partidão" a se interessar por ela. Como já é de se prever, a comédia, salvo pouquíssimos momentos, não consegue fazer rir e, mesmo com apenas uma hora e meia de duração, torna-se longa e chata.
Sandler não consegue ter êxito como Jack e se esforça para fazer diferente como Jill, se saindo um pouco melhor. Na história, os dois embarcarão em um cruzeiro, onde todas as situações forçadas e sem noção vão acontecer. No meio da "comédia", até trilha sonora com música "deprê" de Avril Lavigne - Goodbye - ganha espaço no longa. Previsível do início ao fim, Cada um tem a alma gêmea que merece pode ser uma boa opção para passar o tempo, mas certamente não faltarão melhores filmes em cartaz para cumprir esse papel.
Cotação: º (Ruim)
