Crítica: 'Um assalto de fé'
Uma stripper evangélica, dois empacotadores de supermercado, um integrante da Igreja e um esfomeado são o grupo "perfeito" para realizar um grande roubo. Um assalto de fé, de Cibele Amaral, satiriza a idoneidade das Igrejas Evangélicas e se esforça muito para ser engraçado.
"Presos" como empacotadores em um supermercado, Galinha Preta (Alexandre Carlo, sim, o vocalista do Natiruts em sua estreia nas telonas) e Lapão (Lauro Montana) aceitam fazer parte de um assalto bem inusitado. Jerônimo (André Deca), tesoureiro de uma Igreja, namora a filha do pastor e chama os dois capangas para ajudá-lo a roubar o local no dia de um show gospel. Para que tudo desse certo era preciso um motorista (Alessandro Santos) e alguém para distrair as pessoas, a evangélica stripper Nildinha (Cibele Amaral).

Com um longo histórico de fazer piada sobre igrejas, nada menos que Falcão para ser o pop star da música evangélica. Ele junto ao diretor musical Patrick de Jongh compôs as canções de seu personagem no filme. A trilha sonora, em geral, tenta, assim como o longa, ser cômica. Em diversos momentos, porém, peca pelo exagero no ritmo funk/brega, em outros, pode até tirar algumas risadas.
A imagem passada é de pastores pilantras e crentes tolos, o que pode chatear alguns. O pastor Ozeas e o Rick de Souza (Falcão) sabem bem como enganar os fiéis e conseguir dízimos. A sátira engraçadinha não é muito eficaz ao longo de todo o filme, mas até consegue arranjar um bom final para a história. Para quem não for da Igreja Evangélica, é uma boa dica para rir um pouquinho. Se for, melhor escolher outro filme.
Cotação: * (Regular)
