'Febre do rato', de Cláudio Assis, leva 8 prêmios no Festival de Paulínia
Longa-metragem sobre poeta anárquico da periferia de Recife vence em categorias como a de filme, ator, atriz e o prêmio da crítica
O drama anárquico-poético Febre do rato, de Cláudio Assis, foi o grande vencedor do 4º Festival de Cinema de Paulínia, encerrado na noite desta quinta-feira, dia 14. O filme, que fala sobre um poeta revolucionário que inspira um bairro da periferia de Recife, cravou 8 troféus Menina de Ouro, incluindo os das categorias melhor filme (de ficção), ator (Irandhir Santos), atriz (Nanda Costa), fotografia (Walter Carvalho), montagem (Karen Harley) e o prêmio da crítica.
O segundo filme mais premiado da cerimônia, precedida pela exibição, fora de concurso, do longa-metragem O assalto ao banco central, de Marcos Paulo, foi O palhaço, o segundo trabalho do ator Selton Mello como diretor. O delicado e lírico drama sobre um palhaço de um circo mambembe em crise, estrelado por Mello, levou os prêmios de direção, ator coadjuvante (Moacyr Franco), roteiro (de Mello e Marcelo Viricatto) e figurino (Kika Lopes). A comédia Onde está a felicidade?, dirigida pelo ator Carlos Alberto Riccelli e estrelada por Bruna Lombardi, venceu o prêmio de atriz coadjuvante (a espanhola María Pujalte) e o de melhor filme de ficção segundo o júri popular.

O drama de tom sobrenatural Trabalhar cansa, dos estreantes Marco Dutra e Juliana Rojas, ficou com o prêmio especial do júri e o de melhor som. Na categoria documentário, Rock Brasília – A era de ouro, de Wladimir Carvalho, sobre o fenômeno das bandas de rock candangas que contaminaram o país nos anos 80, foi o escolhido do júri oficial; Uma longa viagem, de Lúcia Murat, sagrou-se o favorito da crítica, e À margem do Xingu - Vozes não consideradas, de Damiá Puig, o do público.
Ela sonhou que eu morri, documentário de Maíra Brüler e Mathias Mariani que dá voz às populações ribeirinhas da região onde será construída a hidroelétrica de Belo Monte, no Pará, ganhou o prêmio de direção. O curta-metragem Tela, de Carlos Nader, conquistou o voto da crítica e do júri oficial; Café turco, de Thiago Luciano, o do público.
O júri oficial do festival foi composto pela atriz Denise Weinberg, a diretora de fotografia Heloisa Passos, o cineasta Sérgio Rezende, o documentarista Gustavo Moura e a crítica de cinema Isabela Boscov. A 5º edição do Festival de Paulínia já tem data marcada: 21 a 28 de junho de 2012.
Principais prêmios:
Filme de ficção (R$ 250 mil): Febre do rato, de Claudio Assis
Documentário (R$ 100 mil): Rock Brasília – A era de ouro, de Vladmir Carvalho
Prêmio especial do júri (R$ 35 mil): Trabalhar cansa, de Marco Dutra e Juliana Rojas
Direção (ficção, R$ 35 mil): Selton Mello (O palhaço)
Direção (documentário, R$ 35 mil): Maíra Brühler e Mathias Mariani (Ela sonhou que eu morri)
Ator (R$ 30 mil): Irandhir Santos (Febre do rato)
Atriz (R$ 30 mil ): Nanda Costa (Febre do rato)
Ator coadjuvante (R$ 15 mil): Moacyr Franco (O palhaço)
Atriz coadjuvante (R$ 15 mil): María Pujalte (Onde está a felicidade?)
Roteiro (R$ 15 mil): Selton Mello e Marvelo Vindicatto (O palhaço)
Fotografia (R$ 15 mil): Walter Carvalho (Febre do rato)
Montagem (R$ 15 mil): Karen Harley (Febre do rato)
Som (R$ 15 mil): Gabriela Cunha, Daniel Turini, Fernando Henna (Trabalhar cansa)
Direção de arte (R$ 15 mil): Renata Pinheiro (Febre do rato)
Trilha sonora (R$ 15 mil): Jorge du Peixe (Febre do rato)
Figurino (R$ 15 mil): Kika Lopes (O palhaço)
