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Sexta-feira, 20 de Julho de 2018 Fundado em 1891

Esportes - Copa do Mundo

Nem Salah ajudou: Rússia bate Egito por 3 a 1 e fica mais perto da próxima fase da Copa

Jornal do Brasil MARCUS CELESTINO (marcus.celestino@jb.com.br)

Em terra de czar, faraó não tem vez. Na estreia do craque Mohamed Salah na Copa do Mundo, a Rússia não se fez de rogada e bateu o Egito por 3 a 1, em São Petesburgo. Com o resultado, os donos da casa praticamente garantiram vaga antecipada na próxima fase da competição. Caso o Uruguai derrote a Arábia Saudita quarta-feira (20), a seleção egípcia já irá poder comprar a passagem de volta. 

A Rússia começou bem melhor. Motivada pelo bom resultado na estreia, controlou as ações nos primeiro quarto de jogo. Pela esquerda, Zhirkov segurava o ímpeto de Salah. O egípcio corria, buscava espaços, mas o lateral-esquerdo russo não saía do seu encalço. 

Zhirkov, porém, não se restringiu ao campo defensivo. Se mostrava opção viável, auxiliando Cheryshev pelo flanco esquerdo do ataque russo. 

A primeira chance do time treinado por Cherchesov Stanislav veio aos 5 minutos. Em lance oportuno, Golovin roubou a bola na entrada da área, avançou e bateu, oferecendo perigo à meta defendida por El Shenawy. 

A seleção do Egito tentava equilibrar as ações, mas os jogadores de Hector Cuper tinham dificuldades na saída de bola. Time rápido do meio-campo para frente, encontrou solução para resolver tal problema aos 15 minutos: apertar a marcação. Salah, Marwan e Trezeguet fecharam os espaços e deixaram os russos, ao menos por alguns minutos, numa enrascada.

A mudança de atitude foi premiada com um lance perigoso. Trezeguet recebeu, invadiu a área e puxou para a perna direita. Ajeitou então o corpo e bateu, bem, de chapa para o gol de Akinfeev. A bola passou perto da trave esquerda do arqueiro. 

A seleção da Rússia respondeu aos 18. Cheryshev aproveitou o rebote e pegou de fora da área, arrancando alguns gritos de "uhhh" da torcida local. Esta foi a última boa chance de uma das equipes na primeira etapa. Depois, os dois times voltaram a travar embate no meio-campo, sem maiores resultados.

>> Veja a tabela do Grupo A

Segundo tempo

Os 45 minutos finais começaram agitados. Aos 2 minutos, em lance bisonho, os donos da casa abriram o placar. El Shenawy saiu do gol de soco e afastou, momentaneamente, o perigo. A bola sobrou para Zobnin, que pegou muito mal. O capitão egípcio Fathi tentou fazer o corte, mas a pelota, caprichosa, bateu em seu joelho e entrou no gol de El Shenawy.

Após o gol, era de se esperar que o Egito tentasse dominar a partida. O que se viu, porém, foi domínio da Rússia. Aos 13 os russos ampliaram o placar. Mário Fernandes recebeu dentro da área e cruzou rasteiro. Cheryshev bateu de primeira e anotou seu terceiro gol na Copa do Mundo.

Aos 16, para desespero dos torcedores egípcios em São Petesburgo, a Rússia marcou o terceiro. Dzyuba dominou lançamento longo no peito, deu um toquinho para tirar do defensor e chutou forte, no canto direito de El Shenawy: 3 a 0 .

O Egito se reorganizou e apertou novamente a marcação. Aos 21, Trezeguet teve boa oportunidade para diminuir o marcador, mas a bola passou ao lado da baliza russa. No entanto, aos 27, os egípcios conseguiram marcar o gol de consolação. 

O árbitro marcou falta fora da área, mas, após consulta ao VAR, voltou atrás e assinalou penalidade máxima. Salah cobrou mal, à meia altura, quase no meio do gol, mas bateu Akinfeev. O meia comemorou à sua maneira tradicional: ajoelhou-se e agradeceu a Alah.

O Egito ainda reclamou de pênalti em Mohsen aos 33 minutos. O atacante alegou ter sido agarrado dentro da área, mas o juiz não apontou para a marca da cal. 

Depois de muita 'gritaria', o jogo seguiu sem alarde. Com a vitória, a Rússia praticamente garante classificação para as oitavas de final da Copa e enfrenta o Uruguai, possivelmente, para saber quem ficará em primeiro no grupo. Já o Egito depende de triunfo da Arábia Saudita diante dos uruguaios para se manter vivo no torneio. Parece que o faraó vai para a tumba com certa antecedência.

Rússia: Akinfeev; Mário Fernandes, Kutepov, Ignashevich e Zhirkov (Kudryashov); Gazinskii, Zobnin, Golovin, Cheryshev (Kuziaev) e Samedov; Dzyuba (Smolov).

Técnico: Cherchesov Stanislav

Egito: El Shenawy; Fatih, Ali Gabr, Hegazy e Abdleshafy; Tarek Hamed, Elneny (Warda), Abdalah, Trezeguet (Sobhi) e Salah; Mohsen (Kahraba).

Técnico: Hector Cuper

Cartões amarelos: Trezeguet; Smolov



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