Jornal do Brasil

Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017

Colunistas - Comunidade em pauta

No mês das crianças, um olhar sobre aqueles que não podem sequer brincar

Jornal do BrasilMônica Francisco *

Colaborar com a diminuição da violência ou dos efeitos dela no cotidiano de tantas pessoas em tantos lugares, e principalmente nos lugares onde ela se materializa de maneira tão dura como as favelas, pode ser tão simples ou pelo menos tão menos trabalhoso do que se imagina. 

Mesmo em um  cenário onde a economia vem sendo um desafio diário, sempre é possível fazer alguma coisa. Conversando com a moradora e coordenadora do Favelart, projeto que trabalha com crianças e adolescentes, percebe-se que em meio à tanta dureza, a beleza do que as crianças produzem, mostra a potência que vem da favela. 

Ela mencionou que durante todo o ano de 2017, as crianças do Complexo do Alemão passaram por muitos momentos difíceis por conta dos tiroteios. Elas não conseguiram ter seus momentos de crianças, não conseguiram brincar, mas muitas parcerias de empreendedores(as) de dentro e de fora da favela, apesar de tudo, foram e vêm sendo fundamental. 

Outubro, o mês das crianças, é o mês de aniversário do projeto Favela Art, que completou quatro anos no dia 7. Um parque que fica em um grande shopping da zona norte proporcionou uma tarde de brincadeiras para as crianças. 

Mas para além disso, qual o papel do poder público no processo de violação da infância nas favelas do Rio de Janeiro. Qual é a responsabilidade de toda sociedade nesse processo e quais serão os resultados de tudo isso futuramente?

A resposta pode ser a melhor possível se agora nos responsabilizarmos todos e todas em construir uma sociedade mais igual. Até porque, como sempre ressalto aqui, sofreremos todos(as) de alguma forma. 

*Colunista, Consultora na ONG Asplande e Membro da Rede de Instituições do Borel 

Tags: artigo, borel, comunidade, monica, pauta

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