Jornal do Brasil

Segunda-feira, 31 de Agosto de 2015

Colunistas - Comunidade em pauta

Ciúme argentino em campo

Jornal do BrasilMônica Francisco *

A hospitalidade brasileira é conhecida em todo o mundo, a carioca é lenda. Recebemos como ninguém, apesar de algumas falhas que são exatamente, não deveriam, mas são ou acabam sendo "pitoresquisadas".

E de situações pitorescas em  situações pitorescas vamos recebendo e fazendo nossa história como destino certo de quem quer estar em um verdadeiro "paraíso", com nossas paisagens, fauna e povo dos mais bacanas.

Com essa nova "invasão estrangeira" multifacetada por conta da Copa, algumas situações têm chamado a atenção, e para não dizer que não falamos de flores, é claro que  os protagonistas são eles, os históricos, lendários, e mais singulares e até engraçados rivais, os argentinos é claro.

Mônica Francisco
Mônica Francisco

Desde nossa maior rivalidade e que para nós é mais do que ponto pacífico e juramentado, a superioridade e majestade futebolística de Pelé, "el rei", ao atual suposto mito Messi, sabemos desde sempre, e provaremos, não chega a meio Neymar, estão lá, sempre no topo do ranking da "catimbação" e alvo de nossas maiores e melhores zoações.

Que a "marra" argentina fique somente na ilusão de terem uma seleção melhor que a brasileira. Que seja só no desejo de que Messi supere nossos craques maiores e que um dia em delírio de grandeza nós reconheçamos a suposta majestade de Maradona.

Episódios de ódio racial e violências não são o que queremos ver. Sabemos que eles não atravessam lá um bom momento econômico e também que sentem uma pontinha de ciúme de nós desde sempre. Tudo bem, termos uma fauna e uma flora deslumbrantes, sermos um povo, digamos, maravilhoso também, termos homens e mulheres lindíssimas.

Um povo negro maravilhoso e um tamanho continental, além de sermos amados pelo mundo todo, é um pouquinho chato né? Haja Buenos Aires e Caixa de bombom para quem não tem Rio de Janeiro e Maracanã!

Será que a questão é que na verdade eles queriam ser nós?

"A nossa luta é todo dia e toda hora. Favela é cidade. Não à GENTRIFICAÇÃO ao RACISMO, ao RACISMO INSTITUCIONAL, ao VOTO OBRIGATÓRIO e à REMOÇÃO!"

*Representante da Rede de Instituições do Borel, Coordenadora do Grupo Arteiras e Consultora na ONG ASPLANDE.

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