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Renato Mauricio Prado

Atrás de um milagre no Mineirão

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Se quiser continuar na Libertadores, o Flamengo precisará esbanjar, esta noite, no Mineirão, uma qualidade que lhe tem sido rara: objetividade e eficiência no ataque. Precisando vencer por, pelo menos, dois gols de diferença (para levar a decisão para os pênaltis), o rubro-negro não tem outra alternativa senão atacar o Cruzeiro desde o início. Vai se expor, é claro, mas pouco importa. Não adianta empatar ou ganhar por apenas por um gol, em Belo Horizonte. É a mesma coisa que perder.


Para ter alguma chance, resta ao time de Maurício Barbieri repetir, durante os 90 minutos, os últimos 30 do segundo tempo do jogo contra o Grêmio, na arena gremista, pela Copa do Brasil. E, não custa lembrar, mesmo naquela que talvez tenha sido a sua melhor atuação no ano, só fez um gol, na bacia das almas, no último lance do jogo.


Em resumo: o Mais Querido precisará de um milagre, esta noite. Que São Judas Tadeu trate de calçar suas chuteiras pois até ele será necessário para virar essa situação e seguir vivo na Libertadores.


Professores que deseducam


Uma das piores coisas do futebol brasileiro, atualmente, é o show de chiliques, ataques de pelanca, arranca-rabos e palavreado chulo dos treinadores de futebol na chamada área técnica. Ela foi uma das piores invenções do velho e violento esporte bretão e tornou-se apenas um palco para que os chamados “professores” exercitem seus egos inflados e disparem as suas diatribes contra árbitros, adversários e até torcedores.


Praticamente todos os técnicos em atividade no Brasil agem assim. Alguns, entretanto, conseguem se destacar – negativamente. É o caso de Mano Menezes, que acumula bate-bocas seguidos com seus pares nas equipes adversárias. No último desaguisado, com Marcelo Oliveira, do Fluminense, só faltou irem às vias de fato, pois xingamentos e palavrões dos mais cabeludos vazaram na transmissão da TV. Uma vergonha!
Está mais do que na hora de a Comissão de Arbitragem determinar punições severas para esse tipo de comportamento. O cartão vermelho deve ser usado com maior frequência e suspensões longas (se possível acompanhadas de multas) seriam extremamente benéficas e educativas. Os “professores” precisam ser rapidamente enquadrados. Porque as “aulas” e os exemplos que têm dado na beira do gramado são os piores possíveis.


Inigualável preguiçoso


Do pentacampeão Edmilson, no Bola da Vez, da ESPN Brasil, ontem:
- O Ronaldinho com que joguei no Barcelona era disparado o melhor do mundo. Messi e Cristiano Ronaldo não chegam nem perto. Num clássico com o Real Madrid, no Santiago Bernabeu, ele disse, no vestiário: dá a bola pra mim que eu resolvo. E resolveu, mesmo. Sabem por que? Vanderlei era o técnico do Madrid e ele não o suportava. Jogou tanto (o Barcelona venceu por 3 a 0, com dois gols dele), que saiu de campo aplaudido de pé por todo o estádio.


Concordo com Edmílson. Pena que esse momento mágico do Dentuço tenha durado apenas duas temporadas - mágicas, inesquecíveis. Depois, desistiu de ser atleta e passou ser apenas um talentoso boêmio em campo. Inclusive na Copa de 2006, na Alemanha, a mais fácil que o Brasil disputou nos últimos tempos e perdeu.


Exagero demagógico


É compreensível que, assumindo o Vasco, o técnico Alberto Valentim seja político ao analisar o grupo que comandará a partir de agora. Mas daí a dizer que o “elenco é forte” vai uma distância e tanto. Como se explicará, daqui a algumas rodadas, se precisar pedir reforços ao presidente Alexandre Campelo? Em tempo: Maxi Lopez parece ter sido, de fato, um bom reforço. A conferir nas próximas rodadas.


Sauna na quadra


Os tenistas que disputam o US Open estão sofrendo barbaridades com o calor em Nova York. Até o início da noite, já tinham sido registradas quatro desistências, durante os jogos, por exaustão e desidratação. O sérvio Novak Djokovic quase jogou a toalha, no final do segundo set e no início do terceiro, quando precisou de atendimento médico e parecia sem forças para vencer o húngaro Marton Fucsovics, quadragésimo primeiro do ranking. Somente quando o sol abrasador deu uma trégua, Nole conseguiu se recompor e vencer por 3 sets a 1. Na última parcial, que ganhou por 6/0, quem “morreu” foi seu rival.


Ridículos caça-níqueis


Pensam que basta enfrentar Estados Unidos e El Salvador? A CBF agora está tentando um amistoso com a Arábia Saudita, nas próximas datas Fifa. O outro adversário seria a Argentina, que, também em fase de reformulação e sem Lionel Messi, nada tem a oferecer em termos de desafios e aprendizado. Os dois jogos seriam realizados na Arábia!


Tite e Edu parecem ter apenas uma missão neste início do novo ciclo de trabalho: atazanar os torcedores e os clubes, à exceção do Palmeiras, de Marco Polo del Nero, ex-presidente da CBF banido do futebol pela Fifa, mas não do comando da bola por aqui. Como se sabe o Verdão é o único dos quatro semifinalistas da Copa do Brasil que não será desfalcado pela seleção na primeira partida das semifinais



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