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Quarta-feira, 20 de Junho de 2018 Fundado em 1891

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Países do Ártico reafirmam desejo de diálogo e cooperação

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Os países do Ártico reafirmaram nesta terça-feira (22) o desejo de recorrer ao diálogo e à cooperação para dirimir suas diferenças nessa região, rica em recursos naturais e ameaçada pelo aquecimento global.

Autoridades de Estados Unidos, Canadá, Rússia, Dinamarca e Noruega se reuniram nesta terça-feira em Ilulissat, na Groenlândia, onde há 10 anos, em 28 de maio de 2008, assinaram a declaração de mesmo nome.

Todos se comprometeram a apelar à diplomacia para resolver os diferentes conflitos, que incluem desde reivindicações territoriais e marítimas até a questão dos direitos das populações inuítes.

O Ártico "tem que continuar sendo uma região de baixa tensão", declarou o ministro dinamarquês das Relações Exteriores, Anders Samuelsen, em um comunicado prévio à reunião.

"Em outras partes do mundo, os Estados do Ártico estão envolvidos em graves conflitos (...) Podemos comemorar que, no Ártico, tenhamos prometido manter o diálogo e a cooperação", acrescentou.

Para Vivian Motzfeldt, homólogo da Groenlândia - um território autônomo que depende da Dinamarca -, "é fundamental reafirmar os valores fundamentais que prevalecem na região: a paz e a prosperidade".

O Ártico também está sofrendo as consequências das mudanças climáticas, em particular seu glaciário, o maior do Hemisfério Norte e que, desde 2004, está incluído na lista do Patrimônio Mundial da Humanidade da Unesco.

O retrocesso do glaciário, provocado pela mudança climática, está abrindo novas vias marítimas e facilitando o acesso a recursos naturais ainda não explorados, uma fonte de preocupação para a população local e as organizações ambientais.

Em dezembro, os países do Conselho Ártico (Canadá, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Rússia, Suécia e Estados Unidos) e um grupo de grandes países pesqueiros (China, Japão, Coreia do Sul e União Europeia) acordaram aplicar uma moratória de pesca comercial no centro dessas região, prevendo o próximo degelo.

Agência AFP


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