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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2018 Fundado em 1891

Ciência e Tecnologia

Lagostins proliferaram de maneira assexuada a partir de uma única fêmea

Sputnik

Essa espécie de crustáceo é considerada por alguns cientistas como verdadeira peste para a fauna e é proibida na União Europeia. Lagostins de mármore, conhecidos como Procambarus virginalis, proliferaram acidentalmente de maneira assexuada a partir de uma única fêmea de água doce em um aquário da Alemanha nos anos 90 e levaram à devastação dos ecossistemas da Europa e África.

Entretanto, ao analisar genoma desta espécie de crustáceo, cientistas deram atenção à sua origem não convencional. Novo estudo sobre os lagostins em questão foi publicado na revista Nature Ecology & Evolution.

Lagostins estão se reproduzindo por meio de clonagem
Lagostins estão se reproduzindo por meio de clonagem

Estes mutantes de dez patas são fêmeas em sua totalidade, são clones de si mesmas e mostram um comportamento agressivo no meio ambiente. Alimentam-se de tudo: de folhas podres a pequenos peixes e insetos. O biólogo alemão da Universidade Humboldt de Berlim, Gerhard Scholtz, disse que estes lagostins são “peste grave” para ecossistemas.

De fato, em Madagascar, esta espécie ameaça seis outras espécies de crustáceos, que habitam a ilha, enquanto na União Europeia tanto sua venda como manutenção são proibidas.

O coautor do estudo, Frank Lyko, comentou para a revista National Geographic que a evolução dos lagostins de mármore se assemelha às primeiras etapas da formação de tumores cancerosos e sua investigação poderia contribuir para entendimento da evolução do câncer.

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Tags: alemanha, cientistas, europa, madagascar, natureza

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