Jornal do Brasil

Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017

Ciência e Tecnologia

Especialista dá dicas sobre como se adequar à lei do aviso do glúten no cardápio

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 Depois de 90 dias de sua entrada em vigor, a Lei n° 6.159/2017, de autoria do vereador Thiago K. Ribeiro (PMDB) o prazo para adequação de bares e restaurantes chega ao fim. A lei, que obriga os estabelecimentos alimentares a informar a presença de glúten nos alimentos de seu cardápio, é considerada um avanço nos direitos dos celíacos. Mesmo os estabelecimentos que utilizam o sistema de alimentos por quilo ou self-service estão inclusos entre os afetados pela lei.

“É importante intensificar a discussão sobre esse tema e entender como serão feitas as fiscalizações, já que são muitos detalhes. Por exemplo, um liquidificador que não foi lavado adequadamente e utilizado logo em seguida, vai contaminar o alimento com resquícios do anterior, com glúten, fazendo com que os celíacos passem mal”, explica Milene Tiellet, especialista em consultoria para restaurantes e diretora da Alimentar Consultoria.

Como fazer, então, as alterações necessárias? A especialista Milene Tiellet, da Alimentar Consultoria, dá algumas dicas para cumprir a determinação e aumentar a qualidade do serviço oferecido aos clientes.

“Os alimentos que contém glúten primariamente são trigo, aveia, cevada, malte e centeio, logo todos os seus derivados também contém. Mas a presença de glúten nas preparações do cardápio de um restaurante vai além da utilização deles como ingredientes, pois grande parte dos alimentos industrializados contém glúten. É preciso estar atento aos rótulos de todos os ingredientes de uma receita. Por exemplo, um simples bife, que aparentemente é só a carne, se levou amaciante no preparo já conterá glúten”, afirma a especialista. 

Tags: alimentação, cardápios, comidas, glúten, lei, saude

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