Jornal do Brasil

Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

Ciência e Tecnologia

Mensageiros do céu iluminarão madrugada de sábado para domingo

Sputnik

Um belo espetáculo vai ser visto na madrugada de sábado para domingo em várias partes do mundo, inclusive do Brasil, com a passagem de uma chuva de meteoros, denominada Perseidas. Centenas de pequenos fragmentos vão riscar o céu quando desintegrarem-se ao entrar na atmosfera da Terra, proporcionando um belo espetáculo.

Para entender melhor esse fenômeno, a Sputnik Brasil conversou com Naelton Mendes, astrônomo do Planetário do Rio de Janeiro, na Gávea, zona sul da cidade. Mendes explica que essa chuva de meteoros tem o nome de Perseidas porque vem da constelação de Perseus, uma constelação típica do Hemisfério Norte, por isso as pessoas do Hemisfério Sul podem não ver tão bem o fenômeno. As melhores chances de observação do país estarão na Região Norte.

"Aquele clarão luminoso no céu, que as pessoas chamam de estrela cadente, é um pedaço de rocha ou gelo que está no espaço e entra na nossa atmosfera em alta velocidade e se incinera com a resistência do ar. Quando a Terra se move no espaço e encontra uma nuvem dessas partículas, você tem o que a gente chama de chuva de meteoros.Essas partículas são deixadas por rastros de cometa. Praticamente todo o mês tem uma chuva de meteoros vindo de um canto do céu. Essa Perseida é uma chuva de meteoros famosa, porque ela é bastante ativa, tem bastante partículas e produz um espetáculo bonito no céu", diz Mendes, ressaltando que a fase da lua, mais cheia, deve dificultar a visualização do fenômeno.

O astrônomo dá algumas dicas sobre as melhores condições para assistir a passagem de uma chuva de meteoros. A primeira é ter um céu bem escuro, longe das luzes da cidade, uma noite sem ou com um mínimo de nebulosidade e a lua não atrapalhando. Para maior conforto, o ideal é assistir ao fenômeno em uma cadeira de praia para não forçar pescoço e coluna. Outra dica é que é necessário a pessoa ficar pelo menos 30 minutos no escuro para que a vista se acostume. Mendes recorda que esse início de atividade já começou há algumas semanas, sendo que a atividade máxima deve acontece na virada de sábado para domingo. Normalmente o ritmo de passagem é de um meteoro por minuto, mas, segundo ele, não dá para precisar de antemão.

Mendes explica que cada chuva de meteoros está associada a uma constelação. Neste ano, a primeira, em 3 de janeiro, foi a Quadrantidas; a segunda, em abril, foi a de Líridas; em maio foi a Eta Aquáridas; julho registrou a passagem da Delta Acuáridas. Depois da de Perseidas, a próxima será a de Oriônidas, em 21 de outubro. Novembro será o o mês de maior incidência, com duas passagens: a chuva de Táuridas do Sul, no dia 5 de novembro, e a de Táuridas do Norte em 12 de novembro, sendo a última a de Gemínidas, em 14 de dezembro.

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Tags: beleza, botox, dermatologista, estética, medicina, saúde, ácido

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