Jornal do Brasil

Domingo, 17 de Dezembro de 2017

Ciência e Tecnologia

Contradições, confusões e perda de memórias podem ser sintomas de demência senil

Especialista explica ao 'JB' principais características da síndrome

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O medo da família quando começa a perceber que algum ente querido está apresentando sintomas de demência é justificável. A preocupação idem. A demência senil, muitas vezes confundida com o Alzheimer, é uma síndrome cada vez mais comum em pessoas da terceira idade. Ela se caracteriza, entre outras coisas, pela perda da capacidade de memória e de resolver problemas, que até então, eram corriqueiros no dia a dia do indivíduo, e por comportamentos contraditórios. A síndrome, geralmente atinge pessoas acima dos 65 anos.

Os principais motivos que levam um individuo a desenvolver a demência senil são os fatores genéticos, ambientais e o estilo de vida. Em conversa com o Jornal do Brasil, a psiquiatra e neurocirurgiã Dra. Elizabeth Toledo explicou de forma simples o que é a síndrome e quais os principais sintomas.

“Nós podemos definir a demência como uma síndrome que é determinada pela deterioração da capacidade intelectual. Como um conjunto de sintomas que afetam diretamente a qualidade de vida de um indivíduo que apresente o quadro. A síndrome leva o paciente a sofrer de problemas cognitivos, perdas de memória, dificuldade de raciocínio e afeta também a linguagem e o comportamento, podendo até alterar a personalidade. Toda essa confusão faz com que, muitas vezes, o paciente se apresente confuso e se contradiga em muitas oportunidades. É muito importante manter um estilo de vida saudável e longe de estresse”, explicou a especialista.  

A médica explicou também a diferença entre demência e Mal de Alzheimer, muitas vezes confundida por quem sofre de ambos os males.

“Muita gente confunde Alzheimer com demência senil, e de fato, são síndromes muito parecidas. A realidade é que a demência é um termo muito amplo, uma espécie de ‘guarda-chuva’ sob o qual se incluem todos os sintomas físicos e mentais que são graves o bastante para interferir com as funções diárias de uma pessoa. O Alzheimer, que afeta a memória, e o Parkinson, que descontrola as funções motoras, são consideradas demências”, comentou.

As causas de demência incluem lesões e tumores cerebrais, síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids), álcool, medicamentos, infecções, doenças pulmonares crônicas e doenças inflamatórias. Existem casos de demência geradas pelo estresse do dia a dia e por hábitos de vidas pouco saudáveis.

Tags: CIÊNCIA, SAÚDE, demência, psiquiatria, tecnologia

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