Jornal do Brasil

Terça-feira, 23 de Setembro de 2014

Ciência e Tecnologia

Já são 3.069 os casos de ebola , informou a OMS

Número de mortos pela doença já chega a 1.552

Agência ANSA

A epidemia de ebola continua aumentando e o número total de casos na Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa subiu para 3.069, com 1.552 mortes, informou nesta quinta-feira (28) a Organização Mundial da Saúde (OMS).

    As autoridades nigerianas informaram a primeira morte fora da cidade de Lagos. Um médico que contraiu o vírus do ebola morreu na cidade de Port-Harcourt .

    Segundo o ministro nigeriano da Saúde, Onyebuchi Chukwu, o médico morto em 22 de agosto passado, desenvolveu a doença depois de ter atendido um paciente que por sua vez tinha tido contato com o primeiro caso de ebola na Nigéria, um liberiano morto em Lagos em 25 de julho.

    Esta é a sexta vítima do vírus na Nigéria, por um total de 15 casos confirmados, segundo uma nova avaliação do ministério da Saúde. A doença foi introduzida no país em 20 de julho por um funcionário liberiano morto em Lagos cinco dias depois.

    Já em Barcelona, na Espanha foi revelado um possível caso da doença em um homem de 38 anos, internado na noite passada informou o hospital "Clinc".

    As amostras de sangue do paciente foram enviadas ao Centro Nacional de microbiologia Majadahonda (Madrid), os resultados devem sair nas próximas 48 horas.

    Este é o segundo alarme de ebola revelado em Barcelona, depois do de sexta-feira passada que apontou uma suspeita em um diplomata senegalês de 36 anos na qual os exames acabaram negando a presença do vírus.

    Em 12 de agosto passado morreu em um hospital de Madrid o missionário espanhol Miguel Pajares (75 anos) que tinha contraído o vírus na Libéria e tinha sido submetido ao tratamento experimental "Zmapp". Por sua vez, um enfermeiro na Grã-Bretanha, William Pooley, de 29 anos, pode ter contraído o ebola ao brincar com uma criança contaminada que já faleceu.

    O enfermeiro se submeteu a vacina experimental Zmapp e agora luta contra a morte em uma unidade isolada do Royal Free Hospital de Londres, informou hoje a imprensa britânica.

    Pooley, segundo a reconstrução feita pela mulher responsável pela supervisão, Finda Josephine Sellu, durante o período como voluntario em Serra Leoa, teria brincado com um menino de um ano que inicialmente tinha sido diagnosticado como negativo ao teste do ebola mas que pode ter contraído o vírus do leite da mãe que morreu contaminada com a doença.

    Quando o teste com o menino resultou negativo, Pooley, que inicialmente tomava todos os cuidados , teria começado a brincar livremente assim como outros enfermeiros. "Estavam todos apaixonados por aquele menino, brincavam o tempo todo", explicou a mulher, acrescentando que o menino depois morreu em 24 de agosto, no mesmo dia na qual Pooley foi diagnosticado com suspeita de ebola.

    Ainda não está claro como o teste com a criança resultou inicialmente negativo, ainda que os especialistas evidenciaram que o vírus muitas vezes pode não ser identificado de imediato e é preciso repetir mais de uma vez o exame.

    Também outra enfermeira que brincava com o pequeno, acrescentou a fonte, foi confirmada com o vírus do ebola.

    O ebola, que foi descoberto em 1976, tem um índice de mortalidade próximo aos 95%.

    Por sua vez, uma equipe de médicos russos anunciou ontem (27) ter desenvolvido uma vacina experimental contra o ebola. A notícia foi divulgada pela ministra russa da Saúde, Veronika Skvortsova.(ANSA)

Tags: áfrica, ebola, morte, SAÚDE, vírus

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