Jornal do Brasil

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Ciência e Tecnologia

Droga experimental combate vírus ligado ao Ebola 

Jornal do Brasil

Uma matéria da revista Science desta semana relata que um tratamento experimental contra um vírus que está relacionado ao Ebola pode ter protegido macacos, mesmo 3 dias após a infecção, quando demonstraram os primeiros sinais da doença. O vírus conhecido como Marbug provoca grave hemorragia, febre, vômitos, diarreia e hemorragia interna. Um surto já fez vitimas que estavam infectadas. Não existem tratamentos comprovados e nem vacinas contra ele.

Esses novos resultados aumentam as esperanças de que o tratamento possa ser útil para pacientes humanos, mesmo que estes não recebam bem depois da infecção. A empresa que produz o composto iniciou um estudo de segurança humana de um fármaco relacionado para tratar a doença do vírus Ebola, os pesquisadores esperam  poder oferecer proteção, mesmo depois que um paciente comece a sentir a doença.

A revista explica que o vírus Marbug e Ebola são membros da família filovirus. São feitos de uma cadeia de ARN e são cercados por um revestimento de proteína que lhes permite infectar as células. Uma vez lá dentro, elas sequestram as células proteinmaking para fazer mais cópias de si mesmas. Há uma década especialistas que estudam o filovirus, desenvolveram uma maneira de tocar a replicação do filoviruses, com cópias de RNA de animais pequenos, moléculas que se ligam e bloqueiam os genes virais. O corpo geralmente quebram essas moléculas de RNA, mas foi desenvolvida uma maneira de colocá-los em cápsulas microscópicas chamadas nanopartículas lipídicas, o que lhes permite entrar nas células infectadas. Trabalhando em conjunto, os pesquisadores do Texas e outros funcionários desenvolveram drogas contra várias cepas do vírus Marburg, bem como o Ebola Vírus, que está causando um surto na África Ocidental.

Experimentos anteriores feitos em macacos demonstraram que o tratamento pode ajudar os animais a sobreviverem, se for aplicado entre o primeiro e o segundo dia da infecção. Mas, isso se os primeiros sintomas aparecerem antes que vírus seja detectado no sangue. Todos os 16 macacos que receberam o tratamento sobreviveram.

A revista diz ainda que com os resultados promissores contra o aumento da Marbug, espera-se em breve encontrar um tratamento para o vírus Ebola. 

Tags: ebola, infecção, revista, science, vírus

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