Jornal do Brasil

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Ciência e Tecnologia

Médicos Sem Fronteiras prevê 6 meses para controle da expansão do ebola

Segundo ONG, a Libéria possui o foco principal do vírus

Agência ANSA

O surto de ebola só será controlado em aproximadamente seis meses. É o que disse Joanne Liu, presidente da organização não-governamental (ONG) Médicos Sem Fronteiras (Msf), nesta segunda-feira (18). Segundo Joanne, "a situação está pior que o previsto e o vírus move-se mais rápido que às respostas que os órgãos de combate podem dar."

O vírus ebola já matou 1.069 pessoas na África. O surto teve início na Guiné, no final do ano passado, e se alastrou para a Nigéria, Libéria e Serra Leoa, que vivem em estado de emergência. Mas hoje, segundo a Msf, o foco principal está na Libéria. "Se não estabilizarmos o foco na Libéria, não conseguiremos mais estabilizar toda a região. É um trabalho de meses, cerca de seis meses, sendo otimista", disse a representante da ONG.

    A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que são necessárias medidas "extraordinárias" para controlar a doença. A entidade revelou ter deslocado mais de 500 profissionais aos países africanos que enfrentam o surto do ebola. Uma campanha de arrecadação também começou a ser feita pela OMS.

    Além dos problemas estruturais, em relação à saúde e saneamento básico, os países africanos que sofrem com o ebola convivem com obstáculos sociais e de segurança. Na madrugada deste domingo, um centro de tratamento em Monróvia, capital da Libéria, que tratava doentes e pessoas suspeitas de estarem infectadas pelo vírus foi invadido por um grupo armado. Além da destruição e dos saques, segundo informações, ao menos 17 pessoas com ebola fugiram do local, o que aumenta as chances de novas infecções e proliferação do vírus. Somente na Libéria, 413 pessoas morreram vítimas do ebola.

    De acordo com testemunhas, os invasores eram jovens e, armados de bastões, gritavam "Não há Ebola", além de críticas contra a presidente do país, Elle Johnson Sirleaf. Em algumas comunidades dos países há a difusão de que o vírus seria uma "invenção do governo" ou até mesmo magia negra.

    Suspeita na Áustria - O corpo de uma mulher encontrada morta na cidade de Vomp, na Áustria, passará por testes do ebola. A mulher de 48 anos morreu após uma viagem a Nigéria, de onde retornou no último dia 12. Porém, as agências sanitárias austríacas afirmam que o risco de contaminação é mínimo. O resultado deve sair ainda nesta segunda-feira (18).

    No Reino Unido, todas as universidades receberam do governo um guia que explica o que é o ebola, seus meios de transmissão e como devem se posicionar diante de eventuais suspeitas da doença. Os centros de estudo do país recebem muitos jovens vindos de países africanos. A Nigéria, país onde quatro pessoas já morreram d pela doença, é o quarto país que mais envia estudantes às universidades britânicas. (ANSA)

Tags: áfrica, ebola, morte, SAÚDE, vírus

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