Jornal do Brasil

Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Ciência e Tecnologia

Into faz mutirão de cirurgias da coluna para diminuir espera de pacientes

Agência Brasil

O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) iniciou hoje (18)  mutirão de cirurgias que irá beneficiar, ao longo da semana, 36 pacientes com diferentes problemas na coluna, como escoliose, doenças degenerativas e fratura.  O trabalho prosseguirá até o próximo dia 22.

O diretor-geral do Into,  João Matheus Guimarães, destacou, em entrevista à Agência Brasil, que a instituição tem uma alta demanda reprimida de pacientes que procuram a instituição para cirurgias de alta complexidade, não só no município do Rio de Janeiro, mas até em todo o país. O instituto é o principal hospital em ortopedia da Central Nacional de Regulação da Alta Complexidade do Ministério da Saúde. 

No caso da cirurgia de coluna, ele estima que a fila alcance cerca de 4 mil pacientes. O Centro de Cirurgia de Coluna do Into efetua em torno de 300 cirurgias por ano, envolvendo  29 tipos diferentes de procedimentos de alta complexidade. Segundo informou, coluna, quadril e joelho constituem as três grandes áreas de pacientes na fila do Into.

“Nós temos uma fila bem grande. A partir disso, e em acordo, inclusive com o Ministério Público, que tem nos pressionado bastante contra essa fila, o Into tem realizado, sequencialmente, os chamados mutirões, em que visa a fazer um esforço concentrado para operar mais pacientes naquela semana e, com isso,  tentar diminuir um pouco esse problema”, explicou.

Segundo João Matheus Guimarães, o grande problema do Into é que ele não dispõe de leitos para uma permanência dos pacientes por mais de sete dias internado. “Se eu começar a operar muitas cirurgias  complexas, em que o paciente fique mais de sete dias internado, eu deixo de operar outras pessoas. Essa equação é que a gente fica, como gestor, tentando equilibrar”. Atualmente, o instituto tem menos de 300 leitos abertos para internação e recuperação de doentes pós-cirurgia.

Guimarães avaliou que é necessária uma rede de hospitais ortopédicos capacitados. “Não dá para o Into ficar fazendo tudo. Existem coisas de  baixa e média complexidade que outros hospitais poderiam estar fazendo”, comentou. Esse é, esclareceu o diretor-geral, o grande desafio dos gestores públicos do estado do Rio de Janeiro e de todo o Brasil. 

De  acordo com dados fornecidos pela assessoria de imprensa do Into, a cirurgia de coluna pode durar de quatro a dez horas e, em alguns casos, necessita ser feita em duas etapas, dependendo da gravidade do caso. Daí demandar um maior tempo de internação hospitalar, que pode ultrapassar 20 dias, nos casos mais graves.

Tags: FILAS, instituto, nacional, operações, ortopedia, Rio

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