Jornal do Brasil

Domingo, 21 de Setembro de 2014

Ciência e Tecnologia

Substâncias presentes no ar podem afetar a visão, alerta associação

Dia do Combate à Poluição é comemorado nesta quinta-feira 

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A baixa qualidade do ar representa, segundo estudos, até 70% das internações em função de doenças respiratórias. No entanto, não são apenas os pulmões, narinas e faringes que sofrem: outros órgãos, como os olhos, também são afetados. Por esse motivo, a Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa (ABCCR/BRASCRS) aproveita o Dia do Combate à Poluição, comemorado nesta quinta-feira (14), para abordar a questão.         

Os problemas de visão mais comuns nesse sentido são dores, alergias, vermelhidão, lacrimejamento, ardência e sensação de areia na região. Além disso, o contato com os agentes químicos em suspensão pode causar inflamações na córnea (ceratite) e na conjuntiva (conjuntivite).

“Os sintomas são vagos e, por isso, muitas pessoas costumam relativizá-los. No entanto, é fundamental procurar ajuda médica, pois somente dessa forma o tratamento será definido corretamente”, aconselha o oftalmologista Bruno Machado Fontes, diretor da ABCCR/BRASCRS.

Renato Ambrósio, ex-presidente da associação, alerta para o perigo de coçar os olhos. Por mais difícil que seja evitar, a prática piora o quadro e pode favorecer o desenvolvimento ou aumentar a progressão de condições graves. 

“Como as estruturas do globo ocular são bastante sensíveis, a pressão exercida pelos dedos tem a capacidade de lesioná-las. Entre as afecções relacionadas ao hábito está o ceratocone — afinamento progressivo da córnea—, que, nos casos mais agudos, causa até cegueira”, explica.

Síndrome do olho seco

Caracterizada pela redução da lubrificação do olho, acontece quando a produção de lágrima no organismo não é suficiente ou a parte aquosa da mesma evapora excessivamente. Ela é decorrente de enfermidades preexistente, como a síndrome de Sjögren e o Lúpus, medicamentos, envelhecimento e fatores externos. A poluição é um deles.      

“O olho seco é bastante frequente: estima-se que 10% da população já tenha sido acometida alguma vez. E, como os sinais também são genéricos, os pacientes costumam confundi-los com outras patologias”, relata Fontes.    

Ele acrescenta que, na grande maioria das vezes, não há complicações e a situação é resolvida com o uso de lágrimas artificiais e pomadas, prescritas pelo oftalmologista. “A facilidade, contudo, não elimina a necessidade de consulta. Cada caso tem uma característica e deve ser analisado individualmente, pois o não tratamento pode intensificá-lo”, ressalta. 

Tags: doença, olhos, poluição, SAÚDE, visão

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