Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

Ciência e Tecnologia

Primeira vacina contra a dengue entra em sua fase final de testes

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O Jornal El País publicou uma reportagem nesta terça-feira (5) sobre uma nova vacina contra a dengue, produzida pelo laboratório Sanofi, que deverá estar pronta para comercializar no próximo ano. 

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 A primeira vacina contra a dengue acaba de entrar na sua terceira e última fase de testes, dirigida a experimentar o fármaco numa larga escala para refinar a dose e garantir a sua eficácia. 

A dengue é uma doença viral transmitida por um mosquito. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que, na década de setenta do século passado, apenas meia dúzia de países sofreram surtos com as variedades mais fortes da doença. No entanto, agora, a OMS informa que ela é endêmica em mais de 100 países da África, das Américas, no Mediterrâneo Oriental, Sudeste Asiático e do Pacífico Ocidental. As regiões mais afetadas são o Sudeste Asiático e do Pacífico Ocidental.

Em 2008, foram registrados 1,2 milhões de casos; e em 2010 foi de 2,3 milhões, de acordo com a OMS. Em 2012, havia 2,35 milhões só nos EUA, dos quais 1,5% eram da variante mais grave. No total, meio milhão de casos no mundo, dos quais 2,5% (12.500) morrem.

Como outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes, já houve casos nos EUA e na Europa (Croácia, por exemplo), devido ao aquecimento, o que torna mais fácil para os insetos se proliferar e a facilidade de viajar, permitindo que as pessoas infectadas ou animais se desloquem.  

A dengue leve é uma infecção que ocorre principalmente em crianças e tem os mesmos sintomas da gripe. Apresenta-se com febre alta, dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos, dores musculares e articulares, náuseas, vômitos, aumento dos gânglios linfáticos ou erupção cutânea. A grave pode causar hemorragia interna e falência de órgãos. Atualmente, não há tratamento específico para a doença.

Isso explica que, como a malária, a vacina é recebida como um grande apoio, mesmo com taxas menores do que as vacinas convencionais, uma vez que esta tem taxa de proteção de 56%. Em contraste, a taxa é muito melhor para a variante grave, uma vez que pode chegar a 80%, se os resultados obtidos até agora em testes sejam confirmadas.

Outra limitação é que existem quatro estirpes de vírus da dengue, mas a vacina (um enxerto de vírus de dengue complicado no da febre amarela) protege contra três. Por isso, considera-se que esta vacina é apenas o primeiro passo para uma mais eficiente. 

Produtora da vacina dá informações sobre a vacina

A assessoria da Sanofi entrou em contato com a redação do JB sobre as informações publicadas nesta matéria, que faz referência à reportagem do El País. Segundo eles, o último parágrafo consta informações que podem confundir o leitor. 

Eles pediram para esclarecer que: "A vacina tetravalente contra a dengue é formulada por meio de vírus vivo atenuado e recombinado com o vírus vacinal da febre amarela, visto que é um vírus estável e conhecido há mais de trinta anos e não conforme as informações mencionadas no artigo.

A Sanofi Pasteur ressalta ainda que a vacina tetravalente contra a dengue da Sanofi Pasteur é a mais avançada do mundo do ponto de vista clínico e industrial e está em fase final de desenvolvimento"

Tags: aedes, AMÉRICA LATINA, Dengue, Malária, mosquito, sanofi, SAÚDE, vacina

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