Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

Ciência e Tecnologia

Tratamento com 'hormônio do amor' pode beneficiar autistas

De acordo com uma nova pesquisa, a ocitocina ajuda a entender melhor as emoções

Portal Terra

A ocitocina, também conhecida como "hormônio do amor", pode ajudar pessoas com autismo, cuja principal característica é e a inabilidade de lidar com outros, a interagir mais em situações sociais. De acordo com os cientistas, o hormônio foi capaz de ajudar adultos a entender melhor as emoções e expressões faciais. As informações são do Daily Mail.

De acordo com a nova pesquisa, feita por cientistas japoneses da University of Tokyo, apenas uma dose do hormônio é capaz de aumentar a atividade da área do cérebro que processa as emoções. Até agora, o tratamento se mostrou eficaz em pacientes com autismo altamente funcional, proporcionando mais habilidades de comunicação, mas os pesquisadores acreditam que também possa beneficiar os portadores de autismo clássico.

Para chegar a esta conclusão, a equipe analisou 40 homens com autismo altamente funcional que receberam ocitocina por meio de um spray nasal. Após 90 minutos, exames mostraram aumento da atividade da área do cérebro responsável por processar emoções. Em seguida, os pacientes receberam uma tarefa em que precisavam avaliar se um personagem de filme era bom ou mau por meio de sinais verbais e não-verbais.

O resultado mostrou que a ocitocina realmente auxiliou os participantes a interpretarem melhor as ações dos personagens. "Os autistas com déficit em comunicação não-verbal e interação podem se beneficiar da ocitocina", concluiu Hidenori Yamasue, co-autor do estudo. O hormônio é produzido pelas mulheres durante a gravidez, o parto e a produção do leite para amamentação e já foi associado a tratamentos para pessoas com distúrbios sociais e de humor. O efeito da ocitocina em autistas pode ser percebido em cerca de 20 minutos, no entanto, mais estudos devem ser feitos para determinar por quanto tempo dura.

Tags: autismo, autistas, daily mail, hidenori yamasue, hormônio, university of tokyo

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