Jornal do Brasil

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Ciência e Tecnologia

Mudanças climáticas comprometem geleiras italianas

Agência ANSA

As geleiras das montanhas italianas diminuíram em 40% no prazo de 30 anos e estão cada vez mais fragmentadas e menores em decorrência das mudanças climáticas.    

A informação foi revelada pelo catálogo das geleiras italianas, realizado pelo grupo de pesquisa da Universidade dos Estudos de Milão em colaboração com a Associação EvK2CNR e o Comitê de Glaciologia italiano.    

O projeto teve início em 2012 com o objetivo de atualizar os dados das duas classificações anteriores, realizados em 1959-1962 e em 1981-1984.    

Segundo o novo censo, os corpos glaciais na Itália são 896, com pequenas dimensões (em média 0,4 quilômetros quadrados), com exceção de três geleiras com área superior aos 10 quilômetros quadrados, os Fornos na região da Lombardia, o Miage na região da Valle de Aosta, e o complexo Adamello-Mandrone, na Lombardia e Trenitno, todas localizadas no norte do país.    

O complexo Adamello-Mandrone é o maior da Itália, é formado por um corpo glacial único com mais de 200 metros de espessura e não por vários blocos de gelo como pensavam anteriormente os especialistas.    

"Os modelos nos mostram que até o final do século cerca de 50 a 90% das geleiras dos Alpes poderão estar extintas", explicou o pesquisador, Claudio Smiraglia. "A fusão, porém está criando um mecanismo natural de autodefesa", informou o especialista."Com a redução do gelo, se verifica uma fragmentação das paredes rochosas próximas, e os detritos estão caindo nas geleiras formando 'cobertas' de pedras cada vez maiores. 

A sua superfície aumentou em 20% dos anos 1960 até os dias de hoje, formando uma camada que protege o gelo. Este fenômeno poderá dar alguns anos a mais de vida às geleiras, explicou Smiraglia.

Tags: Aquecimento global, ciência e tecnoogia, Geleiras, itália, MEIO AMBIENTE

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