Jornal do Brasil

Segunda-feira, 28 de Julho de 2014

Ciência e Tecnologia

Mutirão do Into para cirurgia na coluna beneficiará pacientes de Manaus

Agência Brasil

O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) promove até sexta-feira (16), em Manaus, mutirão para cirurgia na coluna. A finalidade é atender pacientes com graves deformidades na coluna – a maioria com escoliose. A ação do Projeto Suporte já beneficiou mais de 4 mil pacientes em todo o Brasil e atua principalmente na Região Norte. As cirurgias são feitas na Fundação Hospitalar Adriano Jorge.

A escoliose é uma deformidade na coluna que, muitas das vezes, só é resolvida com cirurgia. Fatores genéticos estão entre as causas. "A pessoa que tem a deformidade, tem a estética alterada, tem uma tortuosidade na parte superior do corpo. Além da questão estética, tem a questão mais importante, que é a pulmonar. Quando a pessoa tem alteração da caixa torácica, o pulmão não se expande totalmente, aí a pessoa tem problemas. A insuficiência pulmonar pode levar até a morte", explica o coordenador de Projetos Especiais do Into, Tito Rocha.

A escoliose pode ser congênita e também ter uma causa determinada, que é uma deformidade na formação de uma vértebra, na separação dos segmentos da coluna. Ela faz uma curvatura lateral e o caso mais comum, segundo os médicos, é quando ela se desenvolve na adolescência, pois ela faz uma curvatura lateral na coluna e, na adolescência, os médicos não conseguem identificar as causas da doença.

O médico conta que a escoliose pode ser tratada, com o uso diário de colete, se a deformidade tiver curvatura menor do que 40 graus. “Mas isso não faz com que ele cure a doença, mas impede que a doença progrida, por isso é importante que o paciente faça o tratamento logo no início. Se a doença se desenvolver a cima dos 40º[graus], aí não tem como não operar. Só se resolve com cirurgia."

A cirurgia é feita para reduzir a deformidade da coluna e fazer com que ela fique reta, com uma curvatura de 0 grau. Na cirurgia, são colocados parafusos e hastes na coluna e depois é feito um procedimento para fundir as articulações da coluna. Com o passar do tempo, a pessoa fica reta e a coluna fica dura, para que ela não volte a ter a deformidade.

"No período em que a coluna está consolidando, você tem que diminuir a mobilidade da pessoa, a pessoa pode se movimentar, mas não pode fazer nenhuma atividade física que envolva impacto. A recuperação é imediata e o paciente já começa a se recuperar no pós-operatório, quando não tem mais a dor da cirurgia e aí já começa a sentar e a levantar da cama", explica Tito Rocha.

Tags: Amazônia, cirurgia, Hospital, mutirão, Operação

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