Jornal do Brasil

Sábado, 20 de Dezembro de 2014

Ciência e Tecnologia

Droga pode proteger contra exposição à radiação 

Jornal do Brasil

Uma matéria da revista Science desta semana revela que uma nova droga pode proteger as pessoas de doses letais de radiação. O composto, que já está em ensaios clínicos para o tratamento de uma doença do sangue, também pode fazer parte na terapia contra o câncer.

O oncologista David Kirsch, da Universidade de Duke Medical Centar, diz que “o que realmente é interessante sobre este trabalho, é que não é só terem encontrado uma contramedida para mitigar a radiação, mas o fato de que ela funciona em uma janela de tempo de 24 horas, após a exposição”.

A matéria explica que a radiação atinge a medula óssea, acabando com a produção de células importantes do sangue para combater infecções, coagulação e transporte de oxigênio por todo o corpo. Em níveis elevados de radiação, batatas fritas do trato gastrointestinal, danifica camadas externas do intestino e do cólon, e causam a perda de líquido, diarreia, vômitos e infecções locais, que podem se tornar mais sistêmicas e levar à morte. A condição é conhecida como síndrome gastrointestinal induzida por radiação (RIGS), e atualmente não há medicamentos aprovados para tratá-la.

Os pesquisadores suspeitavam que duas proteínas conhecidas como fatores de hipoxia- inducible 1 e 2 ( HIF - 1 e HIF - 2 ) desempenhavam um papel na manutenção da integridade dos intestinos durante várias alturas do stress. Para testar se eles estavam ligados a equipamentos, o oncologista Amato Giaccia, da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, na Califórnia, diz que na engenharia de camundongos falta uma família de proteínas chamada de doutores que normalmente desestabilizam a HIF-1 e a HIF- 2. Sem os doutores, os ratos têm níveis mais elevados do que o usual das proteínas HIF. Considerando que os ratos normais morreram nos 10 dias de exposição a uma alta dose de radiação que visa o abdômen, 70% dos ratos que faltam os doutores ainda estavam vivos após 30 dias. "Ficamos muito surpresos com a magnitude da resposta”, diz Giaccia.

Logo em seguida os pesquisadores tentaram replicar os resultados com uma droga. As pesquisas foram feitas com a droga dimethyloxalylglycine (DMOG), um composto conhecido por bloquear as proteínas de doutoramento e já está em ensaios clínicos para o tratamento de anemia crônica. Como os ratos sem os doutores, os animais que receberam um dose de DMOG, mesmo após 24 horas de exposição a radiação, sobreviveram mais tempo do que o habitual. Dois terços deles ainda estavam vivos após 60 dias de exposição. O DMOG não alterou o dano ao trato gastrointestinal por radiação, mas ajudou a recuperar o intestino. Impulsionando níveis de proteína HIF, os pesquisadores dizem que foram fundamentais para a recuperação.

Essas novas descobertas, podem ajudar na intervenção 24 horas após uma radiação, como aconteceu em Fukushima, no Japão, em 2011, e pode salvar vidas.

A matéria é finalizada dizendo que as pesquisas também indicam que a DMOG também pode beneficiar pacientes com câncer, os pacientes podem tolerar doses mais fortes e elevadas de radiação, aplicados de forma mais ampla por todo o corpo, e isso mataria mais células cancerosas do que os métodos correntes.

Tags: Células, doses, drogas, revista, science

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