Jornal do Brasil

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Ciência e Tecnologia

Procedimentos controversos para prática de fertilização in vitro

Jornal do Brasil

O governo do Reino Unido emitiu regulamentações que permitem aos pesquisadores tentar um procedimento de fertilização novo e controverso in vitro (FIV) em pacientes. A técnica poderia permitir que mulheres que são portadoras de doença mitocondrial, de terem crianças saudáveis. Mas também transfere o DNA de um óvulo ou embrião em outro, uma forma de alteração genética que pode ser transmitido às gerações futuras. Alterando os genes de óvulos ou embriões humanos em procedimentos de fertilização in vitro, agora está prática está proibida no Reino Unido, relata uma matéria da revista Science desta semana.

O procedimento também esteve sob escrutínio esta semana nos Estados Unidos, como um comitê consultivo da Food and Drug Administration discutindo a técnica em uma reunião de dois dias.

Doenças mitocondriais ocorrem quando as organelas, que fornecem energia para as células, não funcionam corretamente. Muitos de tais distúrbios resultam de mutações nos genes que transportam as mitocôndrias. As mitocôndrias são passadas através da célula ovo, as doenças são herdadas da mãe.

Pesquisadores desenvolveram maneiras de transferir o material genético de uma célula-ovo que carrega mitocôndrias defeituosas em um óvulo doador que tem mitocôndrias saudáveis. O embrião resultante carrega o DNA nuclear da mãe e do pai e o DNA mitocondrial de uma doadora de óvulos.

Estudos em animais e em modelos celulares tiveram sucesso, levando alguns cientistas dizem a experimentar a técnica em pacientes. Em 2011, o governo britânico iniciou um processo para avaliar as questões científicas e éticas que cercam o procedimento. Esses painéis deram a técnica uma luz verde cautelosa, e no ano passada o governo disse que iria propor regulamentos que permitam a técnica.

A proposta divulgada hoje permitiria o procedimento apenas para as mulheres que são altamente susceptíveis de transmitir a doença mitocondrial para seus filhos. Também determina que o doador mitocondrial não tenha nenhuma pretensão de direitos dos pais para qualquer criança resultante. Os doadores e os destinatários seriam mantidos em anonimato, embora as clínicas possam organizar reuniões, se ambas as partes concordarem.

Os projetos de regulamentos estão abertos para comentários do público até 21 de Maio. O Departamento de Saúde terá comentários em consideração antes de apresentar uma proposta final ao Parlamento.

Tags: procedimentos, revista, SAÚDE, science, técnica

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