Jornal do Brasil

Terça-feira, 16 de Setembro de 2014

Ciência e Tecnologia

Associação Brasileira questiona uso de aplicativos de hipnose

Jornal do Brasil

Em recente estudo realizado pela Faculdade de Medicina Monte Sinai, em Nova York, EUA, constatou-se a existência de mais de 400 aplicativos (Apps) de hipnose disponíveis no iTunes, plataforma do grupo Apple. Deste total, especialistas calcularam que 23% dos dispositivos prometiam perda de peso, 20% garantiam melhorar a autoestima e 19% se propunham a relaxar e reduzir o estresse de seus usuários. 

Porém, após a investigação, o estudo averiguou que nenhum destes aplicativos possuía sua eficiência testada, além de não estarem baseados em evidências científicas. A hipnose clínica, técnica cientifica, realmente tem efeito nas questões citadas – mas não se realizada desta forma. Tratando o assunto no Brasil, a Associação Brasileira de Hipnose (ASBH) questiona a legitimidade destes aplicativos.

“Ainda não se sabe os riscos do uso contínuo destes aplicativos”, explica a presidente da ASBH, Célia Cortez. “A técnica é complexa e só pode ser realizada por médicos, psicólogos e dentistas preparados”, alerta. 

Em termos simples, a hipnose é um estado de profundo relaxamento no qual o consciente e o inconsciente do paciente podem ser focalizados para ficarem mais receptivos à sugestão terapêutica. Utilizada na área clínica no mundo inteiro, sua prática já é regulamentada pelos conselhos federais brasileiros de Medicina, Odontologia, Psicologia e Fisioterapia, firmando-se como tratamento auxiliar na atividade destes profissionais de saúde. O número de pesquisas publicadas por ano sobre Hipnose teve um acréscimo de 50% na última década, segundo o banco de dados científico Pubmed. Estes recentes avanços reforçam a aceitação da prática pela Medicina Ortodoxa.

Tags: apps, CIÊNCIA, dados, hipnose, venda

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