Jornal do Brasil

Sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Ciência e Tecnologia

Coréia do Sul tem nova onda da gripe aviária 

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Na Coréia do Sul há uma nova forma da gripe aviária, que surgiu em 17 de janeiro e rapidamente se espalhou por todo o país, apesar dos esforços para reprimir o vírus. As autoridades abateram 2,8 milhões de frangos e patos domésticos desde que o surto começou, e a tensão também já matou dezenas de Baikal cerceta e outras aves migratórias. Até o momento, não há relatos de infecções em humanos. Os cientistas estão tentando entender onde se originou a cepa H5N8, nunca antes vista em uma forma altamente patogênica. Os pesquisadores estão lutando para manter o vírus fora do centro de pesquisa de aves do país, relata uma matéria da revista Science desta semana.

A vigilância intensiva em aves de capoeira e aves selvagens, nunca havia detectado este tipo de H5N8 na Coréia, diz Jae-Hong Kim, um microbiologista veterinário na Universidade Nacional de Seul. No ano passado, um grupo chinês relatou ter isolado um grupo de patos aparentemente saudáveis ??em um mercado de aves vivas na China. Com base no súbito aparecimento do H5N8 na Coreia e com similaridade genéticas em aves de capoeira e aves migratórias, uma comissão de investigação governamental "provisoriamente conclui que o vírus era susceptível de ter sido introduzido por aves migratórias", diz Kim.

Os conservadores estão zombando dessa conclusão. "Se os pássaros estão com este tipo de gripe, eles não conseguiriam voar milhares de quilômetros", disse Judit Szabo, diretor de ciência no Leste Asiático - Australiano, com sede em Seul, um grupo que representa 15 países da Ásia-Pacífico e as organizações não governamentais. Szabo, um biólogo conservador, especialista em aves, especula que as aves migratórias podem ter levado uma forma branda do vírus para a Coréia, onde se espalhou em explorações avícolas comerciais que oferecem "condições perfeitas para um vírus patogênico se propagar tão rapidamente." Ela diz que nas primeiras explorações infectadas pelo vírus, houve apenas uma queda na produção de ovos, mas depois se transformou em uma cepa mortal, se espalhando. As aves selvagens, em seguida, contraíram a forma altamente patogênica do H5N8 a partir de águas residuais de fazendas, diz Szabo. Em um comunicado em seu site, eles dizem que aves silvestres foram vítimas de gripe das aves, não os autoras.

A matéria ressalta que enquanto os cientistas discutem a origem do H5N8, o vírus chegou à porta do Instituto Nacional de Ciência Animal (NIAS). Um ganso selvagem infectado com o vírus foi encontrado morto em 01 de fevereiro a apenas 10 quilômetros de Suwon, campus do instituto perto de Seul. A unidade abriga mais de 13.000 galinhas e patos, cerca de 5.000 para a pesquisa em melhoramento genético e criação de animais. "Se o vírus infectar a instalação, nós teremos que abater todas as aves", diz Yong-sup, que lidera a equipe de contingência do NIAS. Isso colocaria em risco os recursos genéticos do centro e os programas de investigação em curso.

"Estamos nervosos, lutando contra a possibilidade de infecção", diz Yong Sup. Para manter H5N8 na baía, todos de 263 funcionários do centro estão de plantão desde 2 de fevereiro, para  desinfecção das instalações, perseguindo as aves migratórias de distância, e controlando o tráfego humano e de veículos.

A revista finaliza a matéria informando que se esses esforços não derem resultado, nem tudo estará perdido. O NIAS mantém um número igual de aves de capoeira em outro campus, 50 km de distância. "Acreditamos que há pouca chance de o vírus infectar simultaneamente ambas as instalações", diz Yong Sup.

Tags: Coreia, galinhas, infecção, Sul, vírus

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