Jornal do Brasil

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Ciência e Tecnologia

Laser ajuda relações de mulheres com mais de 50 anos

Agência ANSA

Um tratamento com laser promete superar as dificuldades que afligem as mulheres com mais de 50 anos que não conseguem mais manter uma vida íntima satisfatória.

    O método já e muito usado nos Estados Unidos (EUA) e segundo os especialistas é decisivo para muitas mulheres com problemas ligados a menopausa. "Com a fase da menopausa acontece que mulheres ainda em pleno bem-estar físico, na esfera íntima, ao contrário, se revelem totalmente diferentes. Esta dicotomia leva muitas vezes a consequências importantes. A harmonia que está na base da vida saudável de um casal se perde e a relação sofre", afirma o ginecologista italiano Claudio Giorlandino, presidente da Fundação Artmisia para o estudo e pesquisa das patologias da mulher, da gestante e do feto.

    Segundo o especialista, a razão é que com o envelhecimento, os órgãos genitais femininos perdem funcionalidade, até chegaram ao distúrbio da distrofia, que prejudica as relações sexuais, deixando-as mais difíceis ou até doloridas.

    "As terapias hormonais são muito utilizadas, assim como cremes de todo tipo, mas em geral, se revelam paliativos. O laser permite remodelar e revigorar estes tecidos, sem contraindicações", revela Giorlandino.

    Segundo os médicos, é uma perspectiva importante considerando que hoje a perspectiva de vida de uma mulher na menopausa cresceu e vivemos uma ampliação das fases. O período de vida que uma mulher passa na menopausa se tornou de fato mais longo do que o da vida fértil. Mas se para os homens, há anos, comprimidos de várias cores permitem manter o vigor que vai se perdendo, para as mulheres o problema sempre foi mais complexo.

    Uma nova possibilidade chega então com o tratamento a laser que, controlado por um sistema computadorizado, age nos tecidos estimulando a produção de colágeno e melhora a funcionalidade. Na Itália, em um ano, o tratamento a laser foi aplicado em mais de 500 mulheres com uma eficácia que em mais de 80% dos caos melhorou a qualidade de vida das pacientes, com idade entre os 40 e 75 anos, na menopausa fisiológica ou induzida por quimioterapia, informou a empresa responsável. Ma o novo tratamento, além de uma eficiência médica, traz benefícios psicológicos, defende a psicoterapeuta italiana Paula Vinciguerra, presidente da Associação Europeia de Distúrbios de Ataques de Pânico (Eurodap).

    "O momento da menopausa cria muitos problemas para a mulher tanto físicos como psicológicos. Do ponto de vista físico se encontra dificuldade nas relações sexuais e de um ponto de vista psicológico temos a consciência que a nossa possibilidade de dar à luz acabou e isto modifica a nossa percepção do futuro e da própria vida", destaca ela.

    "É óbvio que em uma situação psicológica tão delicada tratamentos que possam resolver as problemáticas fisiológicas ligadas á menopausa e tornam a atividade sexual possível e prazerosa, podem influenciar no humor das mulheres e na sua percepção da vida", revela Vinciguerra.

    "A vida aumentou e a ciência está nos ajudando a manter mais longo um estado físico de jovialidade, fundamental para não viver tantos anos apagados, sem a sensação de um futuro", afirma a especialista.(ANSA)

Tags: íntima, mulher, SAÚDE, tratamento, vida

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