Jornal do Brasil

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Ciência e Tecnologia

Vacinação de meninas contra HPV começa dia 10 de março

Portal Terra

A vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) começará a ser ofertada no Sistema Único de Saúde (SUS) no dia 10 de março, para meninas de 11 a 13 anos. O objetivo é vacinar pelo menos 80% da população-alvo, formada por 5,2 milhões de meninas.

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina contra o HPV é mais eficaz entre meninas de 9 a 13 anos na prevenção do câncer de colo de útero, o terceiro tipo mais frequente entre as mulheres. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima 17 a 21 casos a cada 100 mil mulheres.

As meninas de 11 a 13 anos precisam tomar três doses da vacina. A primeira começará a ser aplicada no dia 10 de março em 36 mil salas de vacinação e em escolas públicas e privadas. A segunda dose será aplicada seis meses depois, e a terceira, em cinco anos, em postos de saúde. O governo estimula que as secretarias de saúde municipais se organizem para também oferecer o reforço nas escolas.

"Todos estudos mostram que essa faixa etária é onde a proteção dos anticorpos tem maior intensidade. Os estudos mostraram que essa é a faixa-etária essencial de se vacinar. É uma faixa etária que, na grande faixa da população, ainda não teve início da atividade sexual", explicou o ministro Alexandre Padilha.

O esquema de vacinação é recomendado pela Organização Pan-Americana de Saúde e gera melhor resposta imunológica ao vírus. Em 2015, o SUS vai vacinar meninas de 9 a 11 anos e em 2016 passarão a ser vacinadas apenas meninas de 9 anos.

Para receber a imunização, basta apresentar o cartão de vacinação ou documento de identificação. Os pais que não quiserem vacinar suas filhas poderão mandar um termo de recusa para as escolas.

A produção da vacina envolve o Instituto Butantan e prevê a transferência de tecnologia do laboratório MerckSharpDohme (MSD) em cinco anos. Cada dose custará R$ 31,02, o que representará um investimento de R$ 15 milhões no primeiro ano. O Instituto Butantá calcula que seu faturamento deve aumentar de cerca de R$ 300 milhões para R$ 1 bilhão em cinco anos, com a transferência de tecnologia. 

Tags: brasil, mulher, prevenção, útero, vacinação

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.