Jornal do Brasil

Sábado, 1 de Novembro de 2014

Ciência e Tecnologia

Os sons que emitimos

Jornal do Brasil

Uma matéria da revista Science desta semana revela que os seres humanos são bons em decifrar estados emocionais dos outros a partir de sons que são emitidos. A risada de um bebê nos diz imediatamente que ela está feliz, do mesmo modo, não temos dificuldade em saber quando um cão está emitindo um som de alegria. De fato, estudos anteriores mostraram que somos hábeis em distinguir os latidos dos cães solitários, com raiva, e felizes. Há características semelhantes quando ouvimos a risada de um bebê, o som feliz de um cão, ou uma tosse com raiva de um homem e o rosnar de um cão? Para descobrir isso, uma equipe de pesquisadores elaborou uma pesquisa online para avaliar a forma como os seres humanos percebem o conteúdo emocional de vocalizações humanas e de cães. Trinta e nove pessoas foram recrutadas para participar da pesquisa. Eles escutaram aleatoriamente sons não verbais, como uma mulher murmurando, um homem bufando, um bebê rindo, e um cachorro rosnando ou latindo. 

Os voluntários avaliaram cada som em uma escala de positiva para negativa e sua intensidade emocional. A análise estatística dos pesquisadores revelou uma relação surpreendente entre a forma como os ouvintes avaliaram o aspecto emocional de cada som e sua acústica. Assim, as curtas chamadas - se humano ou cão - foram considerados como emocionalmente mais positiva do que as chamadas mais longas; amostras e mais agudas foram classificadas como emocionalmente mais intensa do que baixar sons arrojados para ambas as espécies, revelou o relatório da equipe. Seguindo essas mesmas regras simples, eles concluem que pode ser possível desenvolver emoções artificiais facilmente reconhecidas em robôs sociais.

Tags: Bebê, Cachorro, equipe, homem, som

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