Jornal do Brasil

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Ciência e Tecnologia

Vitaminas em excesso fazem mal à saúde

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É inegável que as vitaminas são fundamentais, mas a natureza se encarregou de distribuí-las por tantos alimentos que é difícil termos deficiência de alguma delas. Ainda assim, a ideia de que vitaminas fabricadas são sempre excelentes paira na cabeça de muitas pessoas. O que elas desconhecem é que esses produtos, quando consumidos em excesso, podem ser prejudiciais à saúde. A hipervitaminose A, por exemplo, causada pelo excesso de ingestão de vitamina A, pode levar ao aparecimento de pele ressecada, áspera e descamada, fissuras labiais e ceratose folicular. Já o excesso de vitamina C pode provocar distúrbios gastrointestinais e cálculo renal.

Isso significa que não se deve fazer o uso de nenhum suplemento vitamínico? Não. Significa que é preciso saber o que, de fato, você está ingerindo e se é realmente necessário para sua saúde. Afinal, apesar da existência dos multivitamínicos, as carências não são genéricas e devem ser individualizadas. 

“É importante salientar que os complexos vitamínicos são estabelecidos como complemento alimentar, sendo assim, sua prescrição deveria ser feita idealmente por profissional de sade, com a finalidade de corrigir uma eventual insuficiência detectada clinicamente ou por exames laboratoriais”, salienta a endocrinologista do Sérgio Franco Medicina Diagnóstica, Yolanda Schrank.

“Devem ser medicados com suplementos aqueles indivíduos que tenham alguma deficiência nutricional e serão beneficiados pela suplementação ou que tenham alguma deficiência de certo nutriente que não pode ser corrigida pela alimentação”, explica a endocrinologista, que separa quatro grupos principais: crianças, gestantes, idosos e atletas. “São organismos com necessidades diferentes. Um atleta de alta performance muitas vezes não consegue repor com a alimentação o que gasta no treino. As mulheres grávidas precisam de mais ferro, ácido fólico e vitaminas. Já os idosos tomam pouco sol e, com frequência, têm dificuldade em se alimentar bem: não têm estímulos e não gostam de alimentos e frutas duras, por exemplo. No caso das crianças, há sempre aquelas que se recusam a ingerir legumes, verduras e frutas, completa a doutora.

Cabe lembrar ainda a importância de se individualizar a suplementação com vitaminas em pacientes com certas doenças crônicas, vegetarianos e pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. A melhor forma de garantir um corpo saudável ainda é comendo direito. “Para grande parte da população, os nutrientes necessários são conseguidos por meio da alimentação”, garante. Ou seja, vale muito mais apostar em uma reeducação alimentar com um profissional do que atacar a gôndola de suplementos da farmácia. É importante entender que a suplementação é exatamente o que o nome sugere: um extra, um complemento que deve ser utilizado em casos específicos. Uma dieta balanceada somada a exercícios físicos e redução dos maus hábitos (uso de cigarro, bebida alcólica e drogas e noites maldormidas) ainda é a melhor receita para uma vida saudável.

Tags: hábitos, indicações, malefícios, SAÚDE, vitaminas

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