Jornal do Brasil

Quinta-feira, 24 de Abril de 2014

Ciência e Tecnologia

Saiba como evitar doenças típicas do verão

Dengue, insolação e desidratação são comuns em altas temperaturas

Jornal do BrasilGabriella Azevedo*

A chegada do verão é um período de viagens, praia e festas para a maioria das pessoas, que aproveitam as altas temperaturas e o clima para fazer programas típicos da estação.  Apesar disso, o verão também traz alguns riscos à saúde, já que algumas doenças se tornam mais comuns nessa época do ano. O período mais quente do ano proporciona condições ideais para o desenvolvimento de algumas doenças, principalmente aquelas que levam à perda de líquidos e à desidratação. No entanto, outras doenças também são muito comuns e requerem atenção e cuidados.

As enfermidades mais comuns causadas pelo extremo calor são desidratação, insolação e doenças de pele, como brotoejas e micoses. Além destas, também são comuns durante o verão a conjuntivite, a dengue, a hepatite tipo A e intoxicações alimentares.

A desidratação acontece quando o paciente ingere menos líquido do que o organismo perde. Essa perda de líquido corporal é agravada pelas altas temperaturas, com o aumento do suor. Os principais sintomas são mal estar, dor de cabeça e extrema sede. Para evitar a desidratação, o ideal é ingerir muitos líquidos, como água, chás e sucos naturais. Refrigerantes e cervejas devem ser evitados.

Forte calor do verão requer cuidados especiais
Forte calor do verão requer cuidados especiais

Já a insolação, provocada pela exposição excessiva ao sol, apresenta sintomas como falta de ar, dor de cabeça, náuseas e tontura, febre, pele quente, avermelhada e seca, extremidades arroxeadas e pode levar até à inconsciência. Também pode causar desidratação, pelo aumento do suor. Como prevenção, é necessário evitar exposição ao sol nos horários mais quentes, das 10h às 16h. 

No caso das doenças de pele mais comuns, são geralmente causadas pelo aumento da umidade e da temperatura, que propiciam o desenvolvimento de fungos – micoses – e obstruem as glândulas que produzem o suor, como no caso das brotoejas. Para evitá-las, manter a higiene, não exagerar em óleos corporais e secar bem todo o corpo após o banho são os principais meios de prevenção.

O verão também é a estação em que as viagens são mais frequentes entre as famílias e grupos de amigos. Nas férias, é comum que as pessoas se alimentem na praia, em clubes ou em estabelecimentos sem a higiene adequada no preparo e conservação dos alimentos, que podem ficar expostos às altas temperaturas do ambiente. Dessa forma, as intoxicações alimentares se tornam mais comuns durante o verão e os sintomas variam de acordo com o microorganismo causador do distúrbio. Pode causar diarreia, problemas intestinais, náuseas, vômitos, febre, cefaleias e desidratação grave. Consumir água e alimentos limpos previnem as intoxicações. 

Outra doença muito comum em temperaturas quentes é a conjuntivite bacteriana, uma inflamação da conjuntiva, membrana que recobre os olhos. Pode ser apenas uma irritação causada pela água do mar ou pelo cloro da piscina, mas também pode ser transmitida por bactérias existentes na água ou ainda pelo contato direto com uma pessoa contaminada. Para preveni-la, evite frequentar praias ou piscinas impróprias para o banho ou compartilhar toalhas, por exemplo, com outras pessoas infectadas.

Doenças mais perigosas

O aumento da incidência de doenças ainda mais graves requer atenção redobrada durante a estação mais quente do ano. São os casos de doenças como a dengue e a hepatite tipo A, que podem levar a morte de forma mais rápida e frequente. O mosquito transmissor do vírus da dengue, o aedes aegypti, precisa de água para se reproduzir, e o aumento das chuvas durante o verão eleva o número de criadouros do mosquito. Por isso, a única maneira de evitar o contágio pela dengue é impedir que os mosquitos se reproduzam, eliminando os recipientes que acumulam água parada. Os sintomas incluem febre, náusea, vômito e cansaço. A dengue hemorrágica, forma mais grave da doença, pode levar à morte.

Já a hepatite A não é considerada propriamente uma doença sazonal, mas a transmissão do vírus pela água ou pelos alimentos, em lugares com saneamento básico ruim ou higiene precária, aumenta o risco de transmissão durante o verão. A doença é uma inflamação do fígado e apresenta amarelamento da pele, febre, dores de cabeça e musculares e o aumento do tamanho do fígado. Apesar disso, a pessoa pode levar até um mês para desenvolver os sintomas, tempo suficiente para o vírus atacar as células hepáticas, o que torna a doença ainda mais perigosa. Assim como as infecções intestinais, a hepatite é evitada com o consumo de água e alimentos limpos. Uma vacina também pode ser tomada a partir de um ano de idade.

*Do programa de estágio do Jornal do Brasil

Tags: calor, Dengue, doenças, SAÚDE, sol, verão

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