Jornal do Brasil

Sábado, 19 de Abril de 2014

Ciência e Tecnologia

Revista Science explica como as doenças se propagam pelo mundo

Jornal do Brasil

Matéria da revista Science aborda como as doenças são disseminadas em todo o mundo. A revista afirma que a disseminação global de infecções pode ser entendida como um processo de reação-difusão simples através da rede de transporte.

Quando uma infecção emergente aparece, as pessoas se perguntam se ela virá para onde elas vivem e quanto tempo vai demorar a chegar. As doenças infecciosas há muito tempo se espalham com as viagens e o comércio, como a disseminação da SARS em 2003 e da gripe H1N1 em 2009. A rede global de aviação tornou-se um propagador potente de infecções pelo mundo. No entanto, a distância geográfica não pode explicar a propagação global de infecções, porque há muitas viagens de longa distância em toda a rede de viagens aéreas. Para superar este problema, Brockmann e Helbing definiram a distância de aeroportos na rede de transporte global. Simulações concluíram que as epidemias emergentes podem chegar a qualquer lugar a partir de um ponto específico.

A matéria da revista diz ainda que as infecções são impulsionadas pela proporção de pessoas que deixam um aeroporto para ir para outro. Uma vez que as distâncias efetivas entre os aeroportos foram definidas, a propagação da infecção em toda a rede global da aviação reduz a um processo de reação-difusão simples, com ondas de propagação da infecção através de um conjunto de caminhos de uma cidade para outra. A nova definição de distância explica com bastante precisão a velocidade com que a SARS e a gripe H1N1 se espalhou para diversos países ao redor do mundo.

Uma das ideias desta análise é que o tempo de chegada de uma nova infecção de um local para o outro é o produto de dois componentes: a distância efetiva entre elas e a velocidade da frente de onda. A primeira delas depende apenas da rede de viagem subjacente estática, ela não é alterada pelos parâmetros específicos que definem o quão rápido uma determinada doença pode se espalhar. Em contraste, a velocidade de propagação depende apenas de parâmetros epidemiológicos de doenças específicas.

Tratar sobre este problema complexo envolve algumas hipóteses simples. O número de passageiros que voam para fora de um aeroporto é proporcional ao tamanho da população atendida por esse aeroporto. Embora seja uma hipótese plausível, não é apoiada por todos os dados em Brockmann e papel de Helbing. Essa hipótese precisa de testes com dados específicos sobre o tráfego de passageiros em vários aeroportos e os tamanhos das populações que servem.

A revista finaliza a matéria afirmando que nos últimos anos, as teorias de rede têm sido amplamente aplicadas para explicar a propagação de doenças. Esses estudos assumem frequentemente (como fazem Brockmann e Helbing) que a rede de transmissão subjacente é fixa. Para muitas redes, tais como as interações sociais entre os indivíduos, essa suposição é totalmente restritiva. Talvez uma das razões para que a teoria de Brockmann e Helbing de redes de epidemias funcione tão bem. Dado o crescimento projetado de número de passageiros durante as próximas décadas, essa teoria pode ser capaz de eliminar o quanto antes as próximas SARS ou H1N1.

Tags: Aeroportos, epidemias, infecções, passageiros, revista

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