Jornal do Brasil

Sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Ciência e Tecnologia

Into faz até sexta-feira último mutirão de cirurgias do ano

Agência Brasil

O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) iniciou hoje (16) o último mutirão de cirurgias de 2013. A ação, que vai até a próxima sexta-feira (20), atende a pacientes com artroplastia total primária no joelho e visa a reduzir a lista de espera por esse tipo de cirurgia ortopédica, beneficiando cerca de 80 pessoas. Este ano, o Into já realizou 1.899 cirurgias diversas de joelho.

Do total, 38% foram de artroplastia total primária, que representa a maior demanda no instituto. Quando o paciente é submetido a essa cirurgia, ele já está com a articulação do joelho desgastada por doenças como artrose e artrite reumatoide.

De acordo com o ortopedista do Into Hugo Cobra, a artroplastia faz a substituição da articulação do joelho por meio da colocação de uma prótese.

"Na verdade, substitui toda a parte da cartilagem que existe no joelho, a gente não substitui o joelho como um todo, não coloca uma dobradiça nova. A gente tenta repor o que foi perdido do paciente, a gente não faz uma substituição da articulação, mas sim uma substituição da superfície articular", disse Hugo Cobra.

Vários fatores contribuem para o agravamento do problema. A artrose e a artrite reumatoide são doenças que desgastam bastante a articulação, afetada também por fatores como o desvio do eixo da perna, a obesidade e a idade avançada. Segundo o médico, problemas como um trauma também contribuem para a destruição da articulação e, em muitos casos, a cirurgia torna-se necessária.

"Às vezes, uma fratura intra-articular do joelho leva a uma destruição da cartilagem articular e a um processo de osteoartrose secundário ao trauma que ela sofreu posteriormente, e isso leva à destruição da articulação e tem a necessidade de substituir essa articulação com a cirurgia", explicou Hugo Cobra.

De acordo com o ortopedista, na fase inicial da osteoartrose, os médicos têm como mostrar ao paciente que algumas modificações nos hábitos dele podem ajudar no combate da doença, tais como perda de peso, melhora da massa muscular e do equilíbrio e fisioterapia. Com essas modificações, os pacientes conseguem retardar e, às vezes, até evitar uma cirurgia, o que não necessariamente impede o surgimento de uma artrose.

"As vezes consegue retardar, mas o paciente vai evoluir com o processo degenerativo e vai perder qualidade de vida a ponto de ser necessário fazer uma substituição articular", acrescenta Hugo Cobra.

Segundo o médico, para ser liberado após a cirurgia, o paciente precisa dobrar a perna e começar a andar. Esse processo já começa no dia seguinte após a operação, quando o paciente começa a ganhar o movimento da articulação do joelho. "A gente tem uma rotina lá no Into, que os nossos pacientes só vão para casa depois que eles andam, com a ajuda do andador e do fisioterapeuta”.

Tags: CIÊNCIA, instituto, operações, Rio, SAÚDE

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