Jornal do Brasil

Sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Ciência e Tecnologia

Descoberta pode criar antidepressivo específico para cada paciente

Jornal do Brasil

Uma nova descoberta feita por pesquisadores da Universidade Tel Aviv possibilitará prescrever antidepressivos mais eficazes com base em um simples exame de sangue, evitando o longo e penoso processo de ajuste de medicação feito por tentativa e erro. Trata-se de um estudo genético que sugere que a depressão pode ter como causa não a falta de serotonina, mas danos nas sinapses (ligações entre os neurônios) cerebrais.

Os cientistas foram capazes de identificar genes em células do sangue que estão ligadas à criação de receptores nas células cerebrais e que respondem de forma diversa aos antidepressivos, dependendo da pessoa. O estudo, realizado pelo médicos Noam Shomron e David Gurwitz, poderia mudar a percepção sobre as origens da depressão e os mecanismos que a desencadeiam.

"A maioria dos estudos sobre depressão supõe que a sua principal causa é a falta de serotonina no cérebro. Nossa abordagem é totalmente diferente; olhamos para todos os genes do genoma humano - cerca de 25 mil - para ver quais são os atingidos por antidepressivos. Acreditamos que a diversidade genética das pessoas se reflete em sua resposta aos medicamentos", disse o dr. Noam Shomron.

Essa visão poderá levar a um novo tipo de antidepressivo que, em vez de aumentar os níveis de serotonina no cérebro, poderá melhorar o processo de reparação das sinapses danificadas.

Tags: ciêncvia, depressão, pesquisa, SAÚDE, tecnologia

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