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Diagnóstico de doença celíaca em adultos vem crescendo no país

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No próximo dia 20 comemora-se o Dia Internacional do Celíaco. Estima-se que cerca de 1% da população brasileira apresente doença celíaca, intolerância ao glúten, proteína presente no trigo, na cevada, na aveia e no centeio. Entre os mais atingidos estão as mulheres, segundo dados do médico Izidro Bendet, do laboratório Bronstein Medicina Diagnóstica. O especialista aponta ainda que o diagnóstico da doença em adultos vem crescendo nos últimos anos.

Segundo um estudo realizado pela Associação dos Celíacos do Brasil – Regional de Santa Catarina (ACELBRA-SC), foram entrevistados cerca de 500 associados, em 28,7% dos participantes os exames confirmaram a doença, sendo a maioria do sexo feminino - proporção de 2 mulheres para 1 homem. A idade média ao diagnóstico foi de 16 anos para eles e 26,7 para elas.

Estes resultados apontam para uma tendência de diagnóstico da doença celíaca em idades mais avançadas, especialmente entre as mulheres, e sugere a necessidade de maiores esclarecimentos do público em geral e da classe médica quanto ao seu correto diagnóstico e tratamento.

Izidro explica que, ao ingerir um alimento com glúten, o celíaco desenvolve uma reação imunológica no intestino delgado que causa a destruição das vilosidades da mucosa, dobras presentes no órgão responsáveis pela absorção de nutrientes, vitaminas, sais minerais e água.

Os sintomas da doença celíaca são diarreia crônica acompanhada de distensão abdominal, perda de peso, alteração do humor e anemia. Os sintomas podem aparecer de forma branda ou agressiva, e por se tratarem de reações comuns a outras doenças, a enfermidade nem sempre é facilmente diagnosticada.

Segundo Izidro, a retirada dessa proteína da dieta pode melhorar o quadro e/ou contribuir para o desaparecimento dos sintomas. “O consumo de alimentos que contenham glúten por paciente que ainda não foi diagnosticado com a doença celíaca pode desencadear um processo inflamatório, por isso, os sintomas não podem ser desprezados. Nesse caso, é necessário que o paciente não se exponha à proteína”, argumenta o especialista.

Como o diagnóstico nos casos com poucos sintomas é considerado difícil, o médico afirma que a investigação da patologia deve ser criteriosa. “É preciso submeter-se a exames precisos para que haja comprovação suficiente. Entre os métodos de diagnóstico estão a sorologia para antitransglutaminase IgA e anticorpo antiendomísio IgA, além de biópsia do intestino.”

O laboratório Bronstein proporciona a investigação da doença celíaca a baixo custo, por meio de um programa que facilita o acesso de pessoas sem plano de saúde ao diagnóstico por exames.