Jornal do Brasil

Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Ciência e Tecnologia

Justiça determina que OSX de Eike preserve restingas do Complexo do Açu

Empresa deverá cumprir liminar sob pena de multa diária de R$ 100 mil

Jornal do Brasil

A Justiça Federal de Campos de Goycatazes (RJ) concedeu liminar determinando que a OSX Construção Naval S/A abstenha-se de suprimir as restingas localizadas em área de preservação permanente durante a instalação da Unidade de Construção Naval do Açu (UCN Açu), sob pena de multa diária de R$ 100 mil. A UCN Açu é um empreendimento dedicado à construção, reparos e manutenção de embarcações e faz parte do Complexo Logísitico Industrial do Porto do Açu, localizado em São João da Barra, no Norte Fluminense. (Processo 0000149-98.2012.4.02.5103)

A UCN Açu é dedicada à construção, reparos e manutenção de embarcações e faz parte do Complexo Logísitico Industrial do Porto do Açu
A UCN Açu é dedicada à construção, reparos e manutenção de embarcações e faz parte do Complexo Logísitico Industrial do Porto do Açu

A liminar, concedida pela 1ª Vara Federal de Campos, determina ainda que o Ibama realize em um prazo de 15 dias uma auditoria no local do empreendimento para informar à Justiça qual a extensão da área de preservação permanente em que a vegetação de restinga foi suprimida, se essa supressão já ocorreu totalmente e quando teria sido concluída. Caso o Ibama não cumpra a determinação, a multa diária para o órgão será de R$ 10 mil.

A decisão da Justiça foi motivada por uma ação civil pública movida por quatro associações: Associação dos Produtores Rurais e Imóveis do quinto distrito, Instituto Justiça Ambiental, Instituto Visão Social e Comissão Pastoral da Terra. Posteriormente às instituições, o Ministério Público Federal de Campos também ingressou no polo ativo da ação e acatou o pedido das ONGs autoras instaurando o inquérito, após estas apresentarem provas da ilegalidade.

"Esta decisão significa uma vitória importante, mas parcial. O MPF continuará seus esforços para convencer tanto o Judiciário quanto a empresas envolvidas de que as graves consequências sociais e ambientais do empreendimento não devem e não podem ser desconsideradas" - disse o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, responsável pelo processo.  

Na ação, são questionados os licenciamentos ambientais concedidos para os diversos empreendimentos do Complexo do Porto do Açu, expedidos pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). São réus no processo as empresas LLX, OSX, OGX, EBX, Anglo Ferrous Minas-Rio Mineração, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) e o Ibama.

 

Tags: construção naval do açu, degradação, eike batista, MEIO AMBIENTE, osx

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