China nega participação em ataques cibernéticos contra EUA
A China reagiu ao relatório elaborado pela empresa americana Mandiant, que aponta participação do exército chinês em boa parte dos ataques cibernéticos contra os Estados Unidos. Nesta quarta-feira, o porta-voz do Ministério da Defesa do país oriental negou estar envolvido nos ataques e classificou o relatório da Mandiant como sem fundamento, tanto “em fatos como fundamentos jurídicos”, de acordo com a agência estatal Xinhua.
Segundo Geng Yansheng, as leis chinesas proíbem qualquer atividade que perturbe a segurança cibernética, e o governo sempre age contra os crimes nessa esfera.
O relatório divulgado nesta segunda-feira pela Mandiant, especializado em segurança na internet, diz que uma misteriosa unidade militar chinesa é suspeita de cometer uma série de investidas contra os Estados Unidos.
A empresa identificou a Unidade 61398 do Exército, sediada em Xangai, como a origem mais provável de ataques contra vários setores econômicos. "É hora de admitir que a ameaça está se originando na China, e queríamos fazer nossa parte para armar e preparar profissionais de segurança para combater essa ameaça efetivamente", afirma o relatório.
Geng Yansheng argumenta que a única evidência que aponta a China como origem do ataque no relatório foi a descoberta de um endereço de IP baseado no país oriental. O porta-voz acrescenta que a prática de fraudar o endereço de IP é um método comum em crimes cibernéticos, o que acontece “quase todo dia”.

