Google desiste de brigar com China e é acusado de autocensura
O Google parece ter se "autocensurado" na China, depois que o gigante da internet desistiu de lutar contra as autoridades do país asiático por causa das buscas na web. Isso porque a companhia americana confirmou, na segunda-feira, que desativou a função de palavras sensíveis. As informações são do Daily Mail.
A ferramenta alertava os usuários chineses quando faziam buscas por termos censurados pelo governo chinês. O serviço inaugurou em maio passado, e tentava evitar que o usuário gerasse resultados que levassem a páginas bloqueadas ou com erro, por causa do chamado Great Firewall, ou Grande Muralha, sistema de censura digital chinês.
Buscas pelo termo "jiang", por exemplo, que significa rio mas também é um sobrenome comum, começaram a ser bloqueadas depois de boatos de que o presidente Jiang Zemin teria morrido.
Segundo o Greatfire.org, observatório da censura chinesa online, o Google desativou a funções de alerta de termos ainda em dezembro. Mas somente ontem a gigante de internet admitiu o fim da função. Uma fonte do braço asiático da companhia admitiu que era "contraproducente" continuar a batalha técnica contra o governo chinês.
As disputas vêm de longo tempo. Em 2010, por exemplo, o Google ameaçou fechar as operações no país asiático por causa de ataques "sofisticados e certeiros", e disse que não ia mais permitir a censura de seus resultados de busca. A companhia passou a redirecionar os usuários da China para a versão do site de Hong Kong - hoje, a "sugestão" é feita apenas com o link pra o site .hk em destaque na home.

