40% dos 500 mil novos casos de câncer previstos podem ser evitados
Jornal do Brasil
DA REDAÇÃO - Quarenta por cento dos 500 mil novos casos de câncer previstos no país em 2010 poderiam ser evitados com mudanças no comportamento dos brasileiros, tais como parar de fumar, praticar atividades físicas regulares, proteger melhor a pele do excesso de exposição ao sol e ter uma alimentação saudável, priorizando o consumo de frutas, legumes e verduras e reduzindo o de gorduras.
Além disso, exames como toque retal para os homens e mamografia para as mulheres são aliados na prevenção do câncer de próstata e mama. Os dois tipos doença são os de maior incidência depois do câncer de pele do tipo não-melanoma,
A mamografia anual é indicada para mulheres a partir dos 40 anos e de dois em dois anos dos 50 aos 69 anos. Para pessoas com histórico da doença na família, no entanto, é recomendado que os exames comecem aos 35. Para os homens, o exame do toque retal é recomendado a partir dos 40 anos.
A estimativa dos novos casos previstos para o ano que vem foi divulgada terça-feira pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), do Rio de Janeiro. De um total de precisos 489.270 casos, 52% atingirão mulheres e 48%, homens. A diferença se dá, segundo o Inca, pelo fato de a população feminina ser maior do que a masculina no país.
O câncer de maior incidência, o de pele, do tipo não-melanoma, é o que tem maior estimativa para o ano que vem: são previstos 114 mil novos tumores deste tipo. Mas ele tem baixo risco de letalidade e requer tratamento apenas ambulatorial.
O Inca destacou a incidência da doença por regiões do país.
As estimativas mostram que a distribuição geográfica dos novos casos de câncer não é uniforme. As informações abrem oportunidades para a prevenção diz o presidente do Inca, Luiz Antônio Santini
À exceção do câncer de pele não-melanoma, os casos de câncer de pulmão ocupam o segundo lugar entre os homens no Brasil e nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Norte e no Nordeste, porém, esta manifestação da doença ocupa a terceira posição, depois dos tumores de estômago.
Entre as mulheres, também há diferenças regionais significativas. O câncer de mama, por exemplo, é o mais incidente no Brasil e nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. No Norte, o câncer do colo do útero é o mais comum.
O Inca verificou um aumento no número de casos de câncer no intestino, que já é o segundo mais registrado em toda a população e, nas mulheres das Regiões Sul e Sudeste, e já supera o número de casos de câncer no colo do útero. Isso se deve ao aumento de prevenção do câncer no colo de útero, por meio da realização do exame papanicolau e também ao aumento da obesidade e do sedentarismo, fatores de risco para o câncer de intestino.
