Jornal do Brasil

Sábado, 1 de Novembro de 2014

Ciência e Tecnologia

Brasil em segundo lugar no uso (e no abuso) do spam

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RIO - São cada vez mais constantes as reclamações dos internautas em relação ao lixo eletrônico mais conhecido como spam. Atrás apenas dos Estados Unidos que lidera o ranking mundial com 23% dos spams que circulam na internet o Brasil é um dos países que mais geraram spam mensagens não desejadas durante o mês passado, com 12%, segundo um levantamento mundial.

Na América Latina, a Argentina (2%) também integra a lista, além da Colômbia (2%), que aparece, pela primeira vez, em décimo lugar.

De acordo com o Relatório da Symantec sobre Spam publicado em setembro, o e-mail não desejado representou mais de 87% do todo o correio eletrônico em nível mundial.

Entre as tendências que a Symantec identificou está o fato de que as pequenas empresas, também afetadas pela crise econômica, experimentaram uma diminuição de gastos por parte dos consumidores e, em consequência, aumentaram a quantidade de promoções, especialmente durante as férias de inverno, festividades e mudanças de temporada, situação que os spammers aproveitaram.

Embora sejam comuns o uso de filtros de spam em e-mails, os spammers estão encontrando novas formas de burlar esses mecanismos. Uma delas é uma técnica conhecida como spoofing , que cria uma URL muito similar ao de uma marca ou empresa conhecida para que os usuários entrem no site e forneçam seus dados pessoais.

Outra forma muito utilizada é o do uso de palavras e expressões comuns, como saudações ( Olá , Como vai ou Veja as fotos daquela festa ) e notificações de erros (como Mensagem devolvida, erro ).

E, para os internautas se protegerem, é recomendável, segundo o relatório da Symantec, evitar as seguintes ações: abrir anexos de e-mails desconhecidos, responder ao spam (o que resulta em mais spam), preencher formulários que solicitem informações pessoais como senhas de bancos, comprar produtos ou serviços que venham de mensagens de spam, além do simples ato de abrir as mensagens.

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