Demora em exames faz colégio do Rio antecipar férias
Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO - O Colégio São Vicente de Paulo, no Cosme Velho, preferiu não arriscar. Na quarta-feira, a direção da escola tinha suspendido por três dias as aulas de apenas uma turma, devido à suspeita de que uma aluna estaria com a gripe suína. Nesta quinta-feira, porém, surgiram mais três casos suspeitos entre os alunos. Com isso, o São Vicente resolveu antecipar as férias, até transferindo a semana de provas finais do semestre para agosto.
Como está demorando muito para saírem os resultados dos exames, decidimos pela antecipação, preservando assim os estudantes diz o diretor, padre Lauro Palú.
Ainda nesta quinta, a unidade da Barra da Tijuca da Escola Parque suspendeu aulas de três turmas, após ter a confirmação da doença em dois alunos das classes pré-escolares.
Já o Colégio Santo Inácio, em Botafogo, reabriu nesta quinta-feira, depois de uma semana fechado por causa de dois casos confirmados. A escola informou que um terceiro aluno teve diagnóstico positivo.
A gripe suína já afetou a rotina de outras cinco escolas no Rio: Princesa Isabel, em Botafogo, o Centro de Educação e Cultura, na Barra, a Cultura Inglesa, em Botafogo, a Escola Parque, unidade Gávea, e a Faculdade Senac, no Centro.
Viagens
O número de casos confirmados da doença no Brasil chegou a 737, com 44 ocorrências anunciadas nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde. Destes novos casos, 16 são do Rio de Janeiro, que já totaliza 81 episódios e já figura como o terceiro estado mais atingido atrás de São Paulo (318) e Rio Grande do Sul (99).
O percentual de casos autóctones quando a transmissão se dá dentro do território nacional chega a 25,4%. Mas a maior preocupação é com o contágio durante viagens a países como EUA, Chile e especialmente a Argentina, que está com a maior taxa de letalidade do mundo quatro vezes acima da média mundial.
O Ministério da Saúde já recomendou que sejam evitadas viagens para estes países, que aumentam muito durante as férias escolares. Na Província de Buenos Aires, os funcionários públicos com filhos menores de 14 anos poderão pedir uma licença especial para ficar com as crianças, já que as escolas da região foram fechadas.
