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Ciência e Tecnologia

Para especialista, calma de furacões em 2006 é só 'respiro'

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Reuters

NOVA YORK - A temporada de furacões termina em 30 de novembro deixando proprietários e seguradoras ilesos nos Estados Unidos, mas os meteorologistas alertam que os próximos anos não serão tão calmos.

Embora as primeiras previsões para 2007 só saiam no começo de dezembro, a Risk Management Solutions, que faz cálculos de danos por furacões, prevê que nos próximos cinco anos os prejuízos anuais devido a tempestades crescerão 40 por cento no litoral norte-americano do golfo do México e 30 por cento na costa atlântica.

- (Este ano) foi só um respiro' - disse Robert Hartwig, economista-chefe do Instituto de Informações do Seguro. - A tendência é de mais atividade de furacões, não menos.

Os meteorologistas se enganaram em 2006, quando unanimemente apostaram em uma temporada mais intensa que a média, devido ao calor nas águas do Atlântico, o que alimenta furacões.

Mas os padrões dos ventos e as tempestades de areia no Saara 'abafaram' os sistemas tropicais antes que eles se formassem, segundo os especialistas. Por isso, houve apenas nove tempestades dignas de nome neste ano. Em 2005, foram 28, entre os quais o furacões Katrina, Rita e Wilma, que provocaram mais de 100 bilhões de dólares em prejuízos.

Ocorre que uma só temporada não cria uma tendência.

- Sim, nos livramos facilmente, mas nossa expectativa é de que 2007 seja mais um ano duro - disse Robert Blumber, diretor-gerente da Marsh, unidade da Marsh McLennan, maior corretora de seguros do mundo.

As apólices para áreas expostas a catástrofes, como a Flórida, subiram até cem por cento em algumas áreas. Também subiu, de 2 para 5 por cento, o valor a ser pago antes que os contratos entrem em vigor.

Tom Larsen, vice-presidente da empresa Eqecat, lembra que a população da Flórida cresce 2 por cento ao ano, e que com isso os prejuízos potenciais dobram a cada 15 a 20 anos.

A Risk Management Solutions diz que sua opinião de que os prejuízos serão 40 por cento maiores no período 2007-2011 se baseia em comparações com estatísticas compiladas desde 1900.



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