Grande Rio aposta nos efeitos visuais para mostrar os benefícios dos royalties
A Acadêmicos do Grande Rio cria seu próprio manifesto a favor do clamor popular, focando nos direitos aos benefícios provenientes sobre a produção petrolífera do nosso Estado. A escola mostra, não só a produção e seus benefícios diretos, como a formação de mão de obra qualificada. Estendendo estes benefícios ao crescimento urbano dos municípios, as melhorias se fazem notórias na educação, saúde, reorganização e expansão geográfica dos espaços, aglutinando a população e aos que lá chegam proporcionando mais conforto local em um todo.
A agremiação de Duque de Caxias aposta em grandes efeitos visuais para mostrar como o dinheiro dos royalties do petróleo pode ser usado em favor da população e das cidades onde ele é explorado. A história vai ser contada pela escola em sete setores, por onde estarão divididos os 3.800 componentes, que estarão em 34 alas.
O desfile começa mostrando a prospecção do petróleo, com plataformas e refinarias e as riquezas que a exploração do combustível produz. O segundo setor traz o combustível como grande propulsor de tecnologia e desenvolvimento. É o petróleo movendo o mundo.
Já o terceiro setor mostra as profissões criadas e fomentadas a partir da exploração do petróleo. Desde a pesquisa e o refino como o desenvolvimento da indústria química e naval. A quarta parte do enredo mostra a aplicação da verba dos royalties nas questões sociais, como a construção de creches, o investimento na arte e na cultura dos lugares, criação de escolas.
O quinto setor trata da preservação do patrimônio cultural das regiões onde o petróleo é explorado. Aí estão incluídos: culinária, artesanato, monumentos históricos e formas de extrativismo consciente, como explica o assistente do carnavalesco. Já o sexto setor fala da melhoria da qualidade de vida nas cidades com os royalties, como a construção de escolas e hospitais e o investimento em segurança pública.
O último setor vai tratar da prevenção de acidentes e preservação do meio ambiente. Neste setor, a Grande Rio aproveita para fazer um alerta e mostra o que pode acontecer se esse tema não for levado a sério.
Em resumo, a escola prega o respeito ao Estado do Rio de Janeiro e aos que aqui vivem e trabalham. "Somos uma massa homogênea, consciente de seus deveres clamando por seus direitos em uma só voz a levantar a bandeira contra a [...] “Injustiça em defesa do Rio”.

FICHA TÉCNICA:
Enredo: "Amo o Rio e vou à luta: Ouro negro sem disputa... Contra a injustiça em defesa do Rio"
Diretores de Carnaval: Milton Perácio e Tavinho
Carnavalesco: Roberto Szaniecki
Diretor de Harmonia: Tavinho Novelo
Intérprete: Emerson Dias
Mestre de Bateria: Ciça
Rainha de Bateria: Carla Prata
Mestre-Sala: Luiz Felipe
Porta-Bandeira: Verônica
Comissão de Frente: Jorge Texera

HISTÓRIA:
No dia 22 de setembro de 1988 foi fundado o G.R.E.S. Acadêmicos de Duque de Caxias. Para que a agremiação fosse filiada à Associação das Escolas de Samba da cidade do Rio de Janeiro, teria que ser oriunda de um bloco carnavalesco. Para tal, surgiu o G.R.B.C. Lambe Copo, localizado no bairro Prainha, no Município de Duque de Caxias, e filiado à Federação dos Blocos Carnavalescos do Rio de Janeiro. Tendo apoio de quase todas as escolas de samba da Associação, de quase todos os políticos do município, da sociedade caxiense e, principalmente, dos sambistas. Reuniram-se os fundadores e foi feita a eleição para a primeira diretoria do Acadêmicos de Duque de Caxias.
Milton Abreu do Nascimento, conhecido como Milton Perácio foi eleito presidente e decidiu que a Escola deveria ter um patrono e um presidente de Honra e que deveria ser uma pessoa de influência para ajudar ou até mesmo financiar o carnaval da escola. Depois de contatar vários empresários do município sem obter êxito, foi lembrado o nome da família Soares, que aceitou o convite. A partir daí, Jayder Soares da Silva passou a ser o presidente de honra e Messias Soares, o patrono.
O G.R.E.S Acadêmicos de Duque de Caxias iria disputar o quinto grupo de acesso das Escolas de Samba, no entanto surgiu a ideia de que a escola poderia disputar o segundo grupo e para tal teria que adotar o nome da antiga escola G.R.E.S. Grande Rio.
Depois de várias reuniões com a diretoria os membros da antiga Escola Grande Rio, o presidente sugeriu que se fizesse a fusão das duas agremiações e no dia 22 de setembro de 1988 passou a se chamar ACADÊMICOS DO GRANDE RIO.
