Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Maio de 2013

Carnaval 2013

“É justa e legítima a homenagem à Madureira”, diz filha de João Nogueira

Jornal do BrasilÍris Marini

Clarisse Nogueira, filha de João Nogueira,veio como destaque de chão do setor que homenageia o seu pai: “Acho que a Portela está fazendo uma homenagem justa e legítima a Madureira, reduto do samba e ressalta importantes nomes da música como o meu pai, e ainda com a canção de Paulinho da Viola, que é outro mestre compositor. Estou muito feliz e emocionada de vir no chão à frente dessa homenagem ao meu pai.”, declarou ela.

Sobre a tradição na escola e no Carnaval, Clarisse conta: “Participei de todos os ensaios técnicos, de rua, na quadra. E frequento a escola desde que nasci com meu pai. Sempre me preparo para o grande espetáculo que é isso aqui. Estou sempre à postos para a Sapucaí”, disse a portelense.

Inclusão social é vista na ala Nós Podemos

Cadeirantes e portadores de Síndrome de Down participaram da ala Nós Podemos  da escola Portela neste último desfile do domingo. “A sensação é de estar participando e sendo igual a todos. É o sentimento  de equidade”,  descreveu  paraplégico André da Silva.

Padroeiro do Mercadão de Madureira é lembrando no desfile

Leandro Elisiário, um dos integrantes da Portela, vestia típica roupa de malandro. A fantasia fazia referência à Zé Pelintra, nome da 20ª ala da escola. A homenagem é aos Exus, donos de todos os mercados.

“A nossa ala é coreografa. Estamos ensaiando desde novembro. E para nós, portelenses, é fundamental falar de Madureira e do mercadão, e do malandro, que é o padroeiro”, disse Leandro.

Foliões das Alas contam história e tradição

Jorgina Ribeiro tem 22 anos na ala das baianas da Portela. Para ela, sempre há a esperança de que a escola vença o Carnaval: “Minha escola é sempre maravilhosa. Espero que ganhe desta vez”, exclamou.´

Em seu terceiro ano de desfile pela Portela, Tânia Lúcia de Azevedo diz que adora o Carnaval. Cada ano é uma emoção diferente. Eu amo e me divirto com a escola”, afirmou.

Compositor diz que jurado é igual bunda de neném: imprevisível

Ao comentar sobre o reconhecimento que ele espera dos jurados o compositor da Portela , Aurelino Pacheco, conhecido como “Caixa D’água” disse que é sempre difícil entender um jurado.

Ele também falou da satisfação de trazer Madureira para a Sapucaí: “É um grande prazer ver o meu bairro sendo falado no mundo inteiro através do Carnaval do Rio”, concluiu.

Tags: baile charme, candomblé, destaques, joão nogueira, Madureira, malandros, mulatas, tradição

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