“É justa e legítima a homenagem à Madureira”, diz filha de João Nogueira
Clarisse Nogueira, filha de João Nogueira,veio como destaque de chão do setor que homenageia o seu pai: “Acho que a Portela está fazendo uma homenagem justa e legítima a Madureira, reduto do samba e ressalta importantes nomes da música como o meu pai, e ainda com a canção de Paulinho da Viola, que é outro mestre compositor. Estou muito feliz e emocionada de vir no chão à frente dessa homenagem ao meu pai.”, declarou ela.
Sobre a tradição na escola e no Carnaval, Clarisse conta: “Participei de todos os ensaios técnicos, de rua, na quadra. E frequento a escola desde que nasci com meu pai. Sempre me preparo para o grande espetáculo que é isso aqui. Estou sempre à postos para a Sapucaí”, disse a portelense.
Inclusão social é vista na ala Nós Podemos
Cadeirantes e portadores de Síndrome de Down participaram da ala Nós Podemos da escola Portela neste último desfile do domingo. “A sensação é de estar participando e sendo igual a todos. É o sentimento de equidade”, descreveu paraplégico André da Silva.
Padroeiro do Mercadão de Madureira é lembrando no desfile
Leandro Elisiário, um dos integrantes da Portela, vestia típica roupa de malandro. A fantasia fazia referência à Zé Pelintra, nome da 20ª ala da escola. A homenagem é aos Exus, donos de todos os mercados.
“A nossa ala é coreografa. Estamos ensaiando desde novembro. E para nós, portelenses, é fundamental falar de Madureira e do mercadão, e do malandro, que é o padroeiro”, disse Leandro.
Foliões das Alas contam história e tradição
Jorgina Ribeiro tem 22 anos na ala das baianas da Portela. Para ela, sempre há a esperança de que a escola vença o Carnaval: “Minha escola é sempre maravilhosa. Espero que ganhe desta vez”, exclamou.´
Em seu terceiro ano de desfile pela Portela, Tânia Lúcia de Azevedo diz que adora o Carnaval. Cada ano é uma emoção diferente. Eu amo e me divirto com a escola”, afirmou.
Compositor diz que jurado é igual bunda de neném: imprevisível
Ao comentar sobre o reconhecimento que ele espera dos jurados o compositor da Portela , Aurelino Pacheco, conhecido como “Caixa D’água” disse que é sempre difícil entender um jurado.
Ele também falou da satisfação de trazer Madureira para a Sapucaí: “É um grande prazer ver o meu bairro sendo falado no mundo inteiro através do Carnaval do Rio”, concluiu.
